Livro: Urn Burial

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urnPhryne Fisher, famosa aristocrata detetive na Austrália dos anos 20, é convidada por seu velho amigo para passar um final de semana na sua casa no campo. Ela leva com ela sua acompanhante Dot, seu amante Lin e o criado dele Li Pen. Logo quando chegam, de carro no meio da noite, os quatro resgatam uma criadinha que estava no meio do mato claramente fugindo de um homem que tinha intenções pouco honradas. Quando Phryne relata o ocorrido ao dono da casa, ele não dá atenção ao caso pois parece preocupado com outros assuntos. O problema do preconceito de geral com o fato de Miss Fisher andar por aí com um amante chinês é dos menores, já que ela logo descobre que a tal criada que ela resgatou foi assassinada e o corpo desapareceu.

O assassino só pode ser um dos presentes: os convidados aleatórios do fim de semana ou os empregados, cada um mais estranho que o outro. O principal problema do livro são os personagens, no entanto, e o fato de que todos são suspeitos não consegue deixar o livro mais interessante já que nem a narrativa consegue entender direito quem é quem. As ações das pessoas não fazem o menor sentido – e nem chegam a ser explicadas no final.

Ok que nem todos os livros da série são bons, mas esse é o primeiro ruim de verdade. Eu fiquei com a impressão de que a autora tentou fazer um “mistério de quarto fechado” no estilo em que a Agatha Christie se especializou, mas além do problema dos personagens serem muito sem sal, como eu já falei, faltou um motivo plausível pra todos eles estarem na mesma weekend party – porque uma dama da alta sociedade iria convidar uma senhora fofoqueira que fica tricotando (desculpa, pra mim ela é a Miss Marple), uma matrona mal educada que grita com todo mundo e só fala do trabalho dela de missionária, um poeta joveno, um capitão violento com sua esposa submissa junto com a mais popular aristocrata da temporada para o mesmo final de semana?

Os empregados doidos, o tal do Dingo Harry que não diz a que veio, a presença de Lin, as tais urnas (do título): tudo nada a ver. Como se isso não bastasse, o final é profundamente insatisfatório, fazendo o livro todo parecer uma sátira de má qualidade. Uma pena.

Urn Burial (2007) de Kerry Greenwood. Série Phryne Fisher Livro 8

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