Livro: Uma Dose Mortal

 

Hercule Poirot, o grande detetive, também vai ao dentista como os pobres mortais. E também detesta, como todo mundo. Mas é só com ele que acontece de seu dentista ser encontrado morto com um tiro na cara logo depois de Poirot ter saído! A polícia aparece é fala que foi suicídio, mas é claro que o detetive belga logo percebe que não é bem assim.

Acontece que uma outra pessoa também morreu: uma paciente idosa que não parecia ter qualquer razão para ter sido assassinada. A polícia logo conclui que o dentista injetou na mulher uma dose mortal de anestésico sem querer e depois se suicidou de culpa.

Pouco convencido por essa teoria, Poirot começa a investigar quem foram os outros pacientes do seu dentista. Quando uma delas desaparece e a encontram morta numa casa abandonada, Poirot suspeita de que a trama seja ainda mais complexa.

Esse livro me deixa meio na dúvida. Por um lado, temos uma excelente trama, que começa simples e vai ficando cada vez mais complexa sem nunca deixar o leitura desanimada. No final ainda temos aquela pequena lição de moral que a autora às vezes dá e que faz o Poirot ficar um pouco mais humano.

Por outro lado, eu sempre fico um pouco irritada com esse artifício que os autores de romances policiais usam de que o detetive por acaso tropeça com um crime. Não faz muito sentido que a mesma pessoa por acaso encontre um assassinato toda vez que vira a esquina, mas é uma das formas favoritas da autora começar livros. Cansa um pouco pela falta de verossimilhança. Mas se essa premissa não te incomoda, esse é um dos bons ela que não desaponta!

Informações técnicas: One, Two, Buckle My Shoe (1940) de Agatha Christie

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