Livro: The Fairy Godmother

 

Elena é uma garota que vive como empregada da madrasta e das duas meias-irmãs, que a tratam muito mal e a obrigam a passar fome e a vestir trapos. Elena aguenta tudo até seus 21 anos, quando a madrasta finalmente tem tantas dívidas que foge da cidade em busca de outro marido rico para poder manter seu estilo de vida, e então aí Elena resolve fugir da casa em busca de emprego.

Quem a chama para trabalhar com ela é Madame Bella, que revela ser a Fada Madrinha do reino de Elena. Madame Bella também revela que Elena teve a vida de uma Cinderella não concluída, pois o príncipe do reino de Elena tinha onze anos e não poderia ser seu salvador. Isso fez com que a magia se concentrasse em volta de Elena, já que naquele mundo a magia se concentra em torno daqueles que tem um destino “tradicional” e continua a acumular enquanto ele não é concluído.

Elena, por ter 21 anos e ter sido maltratada pela madrasta e não ter encontrado seu príncipe, é por isso uma pessoa com uma grande quantidade de magia, e Madame Bella oferece a ela o trabalho de aprendiz de Fada Madrinha e depois finalmente o posto de Fada Madrinha de alguns dos centenas de reinos que existem no mundo.

Elena aceita e aos poucos vai aprendendo o que precisa fazer para ser uma boa Fada Madrinha. Quando chega o momento dela reinar sozinha, no entanto, Elena comete o que pode ser um erro de cálculo de sua parte: um dos príncipes que vai atrás de salvar a princesa no alto da montanha de cristal é tão rude com a velha senhora na encruzilhada (que na verdade é Elena disfarçada) que ela o transforma em um burrico. E aí ela o leva para trabalhar em sua casa. Por seis dias na semana, o príncipe é um burrico que trabalha carregando lenha para a casa da Fada Madrinha. Mas por um dia, ele volta a ser o príncipe preconceituoso, arrogante, teimoso e burro – mas tremendamente atraente e aos poucos disposto a remendar seus modos…

Eu encontrei esse livro por uma reviravolta do destino – um dos livros dessa série quase foi resenhado mas não foi por um dos blogues que eu sigo, e aí eu me interessei e resolvi começar do primeiro, lógico. A principal graça do livro, pra mim, foi a questão da Tradição, que é ao mesmo tempo a explicação para tudo o que acontece nos reinos e o modelo de como a magia funciona. Como a magia é um ponto crucial em qualquer livro de fantasia, é importante que ela seja bem descrita e suas regras façam sentido para que a ambientação da história seja boa. Felizmente as coisas se encaixam bem aqui, e o livro tem uma ambientação impecável.

Outra coisa que me deixou bem feliz foi o romance. Eu já sabia que ele ia acontecer no momento em que o príncipe Alexander surgiu na trama, mesmo que ele fosse um idiota no começo, mas a forma como o romance foi construído deixou as coisas melhores e os personagens mais complexos. E ainda por cima a cena de sexo teve uma das melhores descrições que eu já li – mesmo com termos mais populares e vulgares, a autora conseguiu deixar a cena pouco explícita e ao mesmo tempo doce, divertida e bonita.

Apesar de ser um livro longo (mais de 500 páginas), eu o li no Kindle e por isso nem senti – primeiro porque a narrativa é ágil e me prendeu desde o início, e segundo porque não ter o peso do livro enorme nas mãos me tirou um pouco a idéia das proporções do livro, tanto é que nem acreditei quando descobri que o livro tinha tantas páginas.

Um livro interessante, divertido e diferente. Eu recomendo para aqueles que gostam de novas versões de contos de fadas e romances.

Informações técnicas: The Fairy Godmother (2004) de Mercedes Lackey. Série Five-Hundred Kingdoms Livro 1

 

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