Livro: Por Que Não Pediram a Evans?

Bobby Jones, filho do pastor de uma pequena aldeia inglesa, está jogando golfe com um amigo quando uma das bolinhas cai no penhasco.
Ele vai buscá-la e para sua surpresa encontra um homem caído numa das saliências: ele imagina que o pobre homem, sem conhecer a região e no meio do nevoeiro, caiu no penhasco.
O amigo de Bobby vai buscar um médico e Bobby fica encarregado que ficar perto do acidentado, que está desacordado.
Mas logo antes do médico chegar, o homem faz uma coisa muito estranha: ele recupera a consciência subitamente, olha para Bobby e pergunta, claramente: “Por que não pediram a Evans?”
E aí ele morre.

É claro que Bobby fica curioso, ainda mais porque a moça chorosa que identifica o morto como sendo seu irmão que veio do canadá em nada se parece com a foto que Bobby viu na carteira do morto quando tentou identificá-lo. A moça da foto, inclusive, era uma visão angélica; a polícia, no entanto, diz que só havia uma foto na carteira do homem, e era a da irmã feiosa.
Além da aparente troca de fotografias, Bobby fica intrigado com a idéia de que alguém pode ter empurrado o homem pelo despenhadeiro para se livrar dele.
Mas por quê? E o que significava aquela pergunta que o homem tinha na cabeça na hora da sua morte?

Essa é a premissa para um dos meus livros favoritos da Agatha Christie.
Não há detetives pomposos cheios de deduções: há Bobby, seu atrapalhado amigo Badger e a bela e aventureira Lady Frances Derwent, Frankie, para os íntimos, que fica interessadíssima no caso e decide ajudar, além do simpático Roger, que eles conhecem durante as “investigações”, da bela Moira, a moça da tal fotografia, e do sinistro Dr. Nicholson.
O que Bobby e Frankie descobrem é uma trama complexa de roubo e alteração de testamentos de um milionário, assassinatos e sequestradores.

O livro é extremamente divertido, inteligente e dinâmico; é fácil ver os personagens na sua frente, e “o assassino” descoberto no final é bastante surpreendente.
Se qualquer livro da Agatha Christie não é de se jogar fora, uma das obras primas dela é uma leitura que não deve faltar na lista de ninguém.

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