Livro: Petty Treason

Na Inglaterra do século XVIII, uma mulher de boa família tem duas opções na vida: ser respeitável (casando-se ou tornando-se uma senhora distinta solteira e virgem pelo resto da vida) ou ser prostituta.
Então quando Sarah Tolerance foge para o continente com o instrutor de esgrima do irmão mais novo e decide não se casar com ele, ela volta para a Inglaterra uma “viúva” bastante peculiar. Seu pai a expulsou da família, ela certamente não é mais uma senhorita e não tem a menor intenção de entrar para “o negócio”. Ela muda de nome como todas as “mulheres caídas”, porém se recusa a vender certos tipos de favores aos homens e inicia um negócio próprio bastante peculiar: uma detetive particular.

Quando um cavalheiro bastante desagradável é encontrado morto em sua própria casa, ela é chamada para investigar, já que tem a fama de tratar de assuntos em várias classes sociais com discrição e tato.
Além disso, a principal suspeita do crime é a franzina e delicada esposa do cavalheiro, e Miss Tolerance tem a certeza de que a moça é completamente inocente.
A lei inglesa da época era bastante rígida com as mulheres acusadas de terem matado o marido, já que elas deviam honrá-lo acima de todas as pessoas. O crime de assassinato do marido era chamado de Petty Treason e a punição era a fogueira.

Esse segundo “romance policial” com a “detetive” Miss Tolerance não deixa nada a dever ao primeiro, e apesar de ser mais divertido lê-los na ordem, a trama sofre pouco com a inversão.
Os eventos históricos que formam o plano de fundo da história não são exatamente verdadeiros, como a autora frisa num aparte, mas as questões culturais não perdem o frescor que lembra Jane Austen.

Pena que são só dois livros!

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