Livro: O Jardim dos Esquecidos

Eu tinha esse livro faz tempo na prateleira e já sabia do que se tratava, mas não tinha tido ânimo pra ler ainda – vocês sabem que eu não tenho muito pique pra dramalhões.
Mas aí me deu a louca, né, e comecei. E que dramalhão, minha gente!

Os irmãos Chris, Cathy e os gêmeos Cory e Carrie são felizes na sua casa suburbana com seus pais Christopher e Corrine. Até que Christopher, o pai deles, morre num acidente de carro e Corrine, a mãe, diz que a única forma deles conseguirem sobreviver, já que ela não sabe trabalhar, é irem morar com os pais milionários dela.

O livro é narrado por Cathy, que tem doze anos na época da morte do pai. Ela logo descobre que a vida incrível de riquezas e diversão que a mãe estava prometendo assim que chegassem na casa dos avós não vai acontecer. Na verdade, as crianças são levadas ao sótão da casa assim que chegam e trancadas lá por uma avó extremamente severa, insensível e odiosa.
Corrine, sempre linda e perfeita, conta uma parte do motivo de tal recepção, sempre chorando muito e dizendo como ama as crianças.

Christopher, seu falecido marido e pai das crianças, é também seu meio-tio (meio -irmão do pai de Corrine). Essa relação incestuosa causou a ira dos avós das crianças, que tiraram sua filha Corrine do testamento. Agora que Christopher morreu, Corrine quer tentar reconquistar seu pai para ser incluída novamente no testamento. Só que, sendo um religioso fanático e extremamente rígido, ele não pode saber da existência das crianças (que serão consideradas “filhos do diabo”) até que ele seja devidamente reconquistado por Corrine.

E ela pede, com muito amor, e muitas lágrimas, que as crianças durmam no sótão por apenas um dia. E no dia seguinte, ela pede que eles fiquem por mais algumas semanas. E aí as semanas viram meses.

E o livro vira uma coisa muito complicada.
Ele é definitivamente inlargável. Mas também é bastante bizarro. E é certamente muito drama pra uma família só. As situações acabam ficando tão exageradas que não consegui sentir empatia por nenhum personagem. Eu fiquei curiosa pra saber como o livro ia terminar, mas o horror pelos quais essas crianças passaram não me tocou. Em alguns momentos a coisa fica bem mais polêmica e me surpreende imensamente que esse livro tenha sido utilizado como leitura escolar, mesmo que em ensino médio. Tem cenas de SPOILERS incesto, tortura, assassinato, estupro, abuso FIM DO SPOILER e eu não sei se isso faz com que o livro seja melhor ou pior. Mas estejam avisados que os de estômago fraco não estão recomendados de ler.

Como eu já disse, é um livro que prende a atenção, e tem bons personagens e uma história envolvente. Mas é tanto drama e tanta coisa ruim acontecendo que o ar de irrealidade é  muito grande e pra mim isso fez com que universo secundário que a autora tentou criar perdesse um pouco da credibilidade.

Título Original: Flowers in the Attic (1979)
de V.C. Andrews (EUA)
Série Dollanganger Livro 1

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