Minority Report

A idéia do filme é a de que os criminosos são presos antes do crime ter sido cometido, já que a polícia do futuro tem um sistema chamado ‘pre-crime’ que faz com que os crimes sejam previstos com até dias de antecedência.
O conflito é o seguinte: o principal policial do projeto pre-crime é acusado de ser o futuro ‘cometedor’ de um assassinato de um homem que ele nunca viu na vida.
Entre outras complicações, o policial sofre de falta de sono devido ao sumiço do filho pequeno quando estava sob sua guarda (ele toma drogas para esquecer o incidente); no futuro, há leitores de pupila em cada esquina, e anunciantes eletrônicos de lojas gritam seu nome e cada poste possibilita a identificalção pela polícia de qualquer indivíduo.
Para conseguir escapar de seus perseguidores e pelo menos tentar descobrir quem é que ele supostamente vai matar dali a algumas horas, nosso mocinho faz algo realmente ousado: um transplante de olhos.

O pre-crime funciona assim: algumas mulheres abusaram de certas substâncias tóxicas durante a gravidez, e as crianças nasceram com poderes de telepatia e previsão do futuro. Como assassinatos e outros crimes violentos aparecem mais fortemente na mente desses videntes, eles foram aprisionados pelo pre-crime numa água especial onde podem ter as imagens que aparecem em seus sonhos transportadas para computadores mais facilmente. O que nosso mocinho faz é separar imagem por imagem da mente dos videntes para descobrir que crime estão prevendo.
Mas algumas vezes, há um ‘minority report’ (opinião da minoria, literalmente): dos três videntes, um viu uma coisa diferente. Geralmente o que vê a alternativa é o vidente mais poderoso – a mulher.
Nosso mocinho então sequestra a moça vidente, na esperança que ela tenha um ‘minority report’ para oferecer a ele em relação ao crime que ele está prestes a cometer.

O pre-crime está na verdade em teste numa cidade, para depois talvez ser aprovado pelo congresso e ser aplicado em todo país. Mas o fato gera reflexão mesmo no nosso tempo. Se pudéssemos prender os assassinos antes de cometerem os assassinatos, eles na verdade seriam inocentes. E no caso de um ‘minority report’, como fica então? No filme, o ‘minority report’ é geralmente ignorado. Claro que num país como o nosso falar de leis e punições para crimes é sempre piada, mas as idéias são sempre muitas para diminuir o crime e nada realmente acontece. Enquanto as pessoas tiverem esse tipo de educação e vida econômica, não tem muito como mudar, eu imagino.
Outra coisa bem assustadora quanto à atmosfera do filme são os leitores óticos. O ser anda pela rua e ouve o nome dele gritado por todos os lados: os sensores dos outdoors lêem sua íris e dão dicas sobre produtos que cabem no orçamento do cartão de crédito, a que as empresas também têm acesso.

E depois, o fato como o tal crime que nunca vai ser descoberto foi cometido prova que sempre vai ter alguém que vai se aproveitar do sistema.

Um filme mega interessante, gostei muito. Junto com O Último Samurai acho que é o único filme em que o Tom tá suportável…
Um dos meus favoritos!

Minority Report – A Nova Lei (Minority Report) – 2002  
de Steven Spielberg  
com Tom Cruise, Max Von Sydow, Colin Farrell, Samantha Morton

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