Divagação: Mais Considerações Sobre Jogos Vorazes

Os fãs de Harry Potter também gostam.

Contém Spoilers!

Jogos Vorazes foi uma série de livros que eu li de uma tacada só e fui fazendo as resenhas aqui no blog com sangue nozóio, irritada que eu fiquei com os dois últimos volumes da trilogia.

Pra quem quer ver as resenhas que fiz imediatamente após ter terminado cada livro, estão aí: Hunger Games,  Catching Fire, Mockinjay.

Mas acho importante dar uma segunda opinião, menos cabeça-quente, sobre uma série que é muito boa em vários aspectos.

A primeira coisa que tem de ser dita sobre os livros é que eu assisti o filme Jogos Vorazes antes de ler o livro. Isso por um lado foi bom – eu não passei o filme inteiro reclamando das mudanças que os roteiristas cometeram – mas por outro lado foi bem ruim: eu li o primeiro livro já com a imagem de Katniss, Peeta e Gale na minha mente.
A Katniss foi a mais prejudicada por isso. Eu me apaixonei pela Jennifer Lawrence, então demorei pra perceber que a Katniss do livro é uma garota meio sem sal. Só comecei a me irritar com ela a partir do livro dois (e tive um severo caso de raiva com ela no livro três),
Acho que, se eu não tivesse assistido o filme, já teria desgostado dela logo de cara e meu desapontamento com os outros livros não seria tão grande.
Gale também sofreu. A interpretação pelo irmão do Thor, apesar de curta, foi suficiente para me deixar torcendo pelo Gale desde o início. Claro que não é só isso: Gale tem uma personalidade muito mais atraente para mim – o amigo, o esquentado, o revolucionário.
E por fim temos Peeta. O ator que o interpreta – tão fofinho quando moleque – me pareceu um cara muito sem graça às vezes, e às vezes melado, dissimulado, sem merecer confiança.
E essas impressões me acompanharam ao longo dos outros livros (da Katniss menos, como já disse, por ela ser tão diferente nas duas sequências.)

Então temos toda a tensão de Jogos Vorazes, em que o leitor fica na espectativa de ver como Katniss poderá sobreviver a esse jogo mortal e como ficará sua vida depois que ela vencer. Já sabemos que ela vencerá, pois há duas sequências em que ela é protagonista para dar esse spoiler.
A outra dúvida que fica é se ela vai mesmo ficar com o Peeta ou se ela vai manter sua idéia original de que não vai se envolver com ele.

Os Jogos se desenvolvem de maneira bastante empolgante, e as ações prévias, no livro, servem para que seja construída uma ambientação suficientemente convincente.

Agora quero falar de um dos principais problemas que achei dos livros. A narrativa é no presente, certo, pelo menos na versão original, então em vez do tradicional “eu fiz”, “eu comprei”, “eu lutei” de uma narrativa em primeira pessoa, temos “eu falo”, “eu luto”, “eu penso”, e o passado só é usado quando a narradora fala de coisas que aconteceram há tempos – a morte do pai, a primeira vez que encontrou Peeta.
Essa técnica é muito boa porque deixa o leitor com a impressão de que as coisas estão acontecendo AGORA, e para um livro de ação é um recurso excelente.

Mas vamos aos problemas. Um dos maiores interesses meus de ler Em Chamas foi saber como ela volta pra casa. O que aconteceria com Peeta e Gale, o que a mãe e a irmã dela pensam; enfim, como as coisas acontecem quando ela chega em casa.
E o livro não fala disso. Sabemos o que acontece, claro, porque Katniss resume sua chegada em alguns parágrafos, no tempo passado, mas a ação em si não é narrada ao leitor como o resto da trama o é.
O que é narrado no presente é o encontro com o presidente e depois o constante desespero de Katniss por aqueles que ela ama enquanto ela vai para os tours e não pode fazer nada fora da linha.
Por enquanto, ela não está em choque. Ela está apenas tentando viver sua vida em paz. E não a estão deixando.

Eu gostei disso, desse “ninguém a deixa em paz”, porque era de se imaginar – ela deveria saber – como seria a vida de um vencedor. Afinal, todos os outros vencedores, por toda a vida dela, seguiram a mesma rotina: a de serem meros bonecos midiáticos sob o poder do Capitol.
Se em Jogos Vorazes Katniss está com o foco em sobreviver aos jogos, eu imaginava que ela passaria o próximo volume da série pensando em sobreviver aos jogos externos; tentando escapar do inexorável destino dos ganhadores.
Em vez disso temos sua desesperada viagem aos outros distritos para tentar mostrar a todos que ela está perdidamente apaixonada por Peeta, que é a condição que o presidente impôs para que ela seja poupada da sua punição por ter se rebelado.

Mas aí temos outra incongruência. Pensemos juntos.
Temos a Katniss rebelde sem querer querendo. Temos o presidente dizendo a ela que ela causou rebeliões e que por isso merece ser punida. Ela diz que não teve a intenção de causar rebelião alguma, e ele diz que acredita. Ela diz que gosta do Peeta de verdade, e ele diz que não acredita. E aí ele dá uma chance a ela apenas para que ela mostre que gosta do Peeta de verdade. Mas o presidente não quer ser convencido de que ela gosta do Peeta de verdade. Ele diz que já sabe o que ela está sentindo. Ele quer que a Katniss demonstre aos distritos que gosta do Peeta de verdade e dessa forma impeça a rebelião de acontecer.

Mas as pessoas já estão convencidas do amor de Katniss e Peeta. E isso ser verdade ou não nada tem a ver com a rebelião. As pessoas estão se rebelando porque Katniss e Peeta são carismáticos (mesmo que isso não seja mostrado nos livros) e porque – meioque – o Capitol é uma ditatura maligna.
Portanto, Katniss não tinha que provar nada em lugar nenhum. Ela tinha é que ficar quieta e acenar para a câmera nos distritos, e por acaso isso é a única coisa que ela não fez e é o que piora muito a situação.

E depois, no final de tudo, Katniss acaba falando para todos que é do Peeta que ela gosta realmente, e é justamente o Peeta que o presidente usa para acabar com ela. Então como que o presidente fala que não acredita nela? Você pode até pensar que o presidente não tava nem aí se a Katniss gostava mesmo do garoto ou não, ele queria era colocar medo suficiente nela pra que ela parasse de ser a figura da revolução.

E aí o que ele faz? Faz uma lavagem cerebral nela, levando ela para o Capitol para dizer as coisas que ele quer que ela fale (como ele fez com o Peeta)? Some com ela, pras pessoas acharem que ela não tá nem aí pra revolução delas, e depois coloca reportagens tendenciosas sobre ela usando montagens antigas?
Não.
Ele coloca ela em outra edição dos Jogos Vorazes, para dar mais espaço pra ela fazer coisas heróicas em tela e pra dar ainda mais corda para o tema de star-crossed lovers que o mundo tanto adora. E ele faz isso como punição, justamente para que ela morra no jogo. Mas se ela morre desse jeito, na tela, pra todo mundo ver… isso fará dela uma mártir, e é exatamente isso que ele não quer.

Quando ficamos sabendo que a Katniss voltará para a Arena, a primeira coisa que dá pra pensar é “de novo?” e a segunda, “não tinha nenhum lugar melhor para ela ir não?”.
Porque convenhamos. Durante o livro temos várias possibilidades colocadas diante dos personagens, e eles as recusam pelos motivos mais arbitrários possíveis: Katniss poderia fugir do distrito 12. Poderia ir atrás do distrito 13, depois de ouvir aquelas refugiadas falando do local. Poderia organizar uma resistência, uma rebelião, qualquer coisa. Mas em vez disso ela fica pensando e ponderando.
Todas essas idéias de rebelião e fuga são rejeitadas por ela ter muito medo do que poderia acontecer com as pessoas que ela ama – existe inclusive uma conversa que ela tem com o Gale sobre como eles têm muitas pessoas para cuidar.
Dá pra argumentar que a experiência durante os jogos fez com que ela mudasse muito. E que qualquer pessoa que tenha passado por uma guerra volte pra casa com outra personalidade. Mas o que importa é que no fim das contas ela não fez nada.
Se antes de ir para os jogos ela era a provedora da família, que se recusava a ficar em casa sem fazer nada e se arriscava à beça pra caçar no mato, e durante o jogo ela foi uma sobrevivente exemplar, o medo que ela teria de por sua família em perigo não se contrapõe ao medo que ela deveria ter de ter sua família sempre à mercê do Capitol.

As coisas fazem cada vez menos sentido.

E então eu quero discutir a mudança de personalidade de Katniss, na qual todos os leitores repararam mas dividiu opiniões.
Depois da segunda arena, não temos mais dúvidas de que ela gosta do Peeta. A dúvida que resta é se ela gosta do Gale também e qual ela vai escolher.
Peeta, durante o primeiro livro, era um personagem interessante porque eu não sabia o que pensar dele (além de “esse deslumbramento com a Katniss tá muito forçado”), e durante o segundo livro ele me irritou por ser tão perfeito que era irreal.
A narrativa é de um realismo tão cortante que o amor de Peeta por Katniss fica fora de foco: eles têm 17 anos, gente. Nada, nessa idade, é tão perfeito assim. Especialmente numa zona de guerra. Mas enfim, talvez seja essa a experiência que a autora teve nessa idade, vai saber. Foi pouco crível para mim. 
Mas então temos a mudança de personalidade de Katniss. Ela fica mais lenta, suas reações são menos inteligentes, ela demora a perceber o que está acontecendo na arena – e o leitor fica achando difícil que essa menina lerda e vítima seja a mesma que pegou o leão pela juba no livro anterior.

No terceiro livro, essa apatia fica “meio” explicada: pegaram o Peeta, que agora não temos dúvida de que é amado por ela, e estão torturando ele e tal.. Mas no segundo livro as coisas ficam menos explicadas. Poderíamos argumentar que ela estava apática por causa da inexorabilidade do destino imposto a ela pelo Capitol. Mas ela não sentiu isso na primeira arena? Os outros tributos sentiram. Peeta sentiu. E Tresh sentiu. A idéia de que você não tem escolha a não ser matar ou ser morto bateu fundo em Peeta, e a Katniss fica para uns parecendo fria por não ter tido essa reação e para outros fica parecendo forte por lutar contra essa idéia.
Na segunda arena, a apatia toma conta, e ela fica desesperada por manter Peeta vivo porque ele “merece”. E ela se coloca em situações bastante estúpidas toda vez que acha que o Peeta vai se machucar. Ela vira uma “mother hen”, sem qualquer reação de se salvar e de lutar contra o sistema: ela sabe que vai morrer e desiste da vida para preservar a vida de Peeta.
Isso é bastante diferente da Katniss que vimos no primeiro livro e na minha opinião a história não deu suficientes recursos para explicar essa mudança.

Mas enfim. E então temos a terceira mudança de personalidade, que é Katniss se arrastando de um lado pro outro do distrito 13 lamentando o destino de Peeta. Ela não tenta resgatá-lo. Ela não tenta mudar o mundo. Ela fica depressiva.
Novamente, isso pode ser compreensível. É uma reação realista, até certo ponto. Mas não é uma reação legal. Não é isso que queremos ver nossa heroína fazer! De repente, sem muitas explicações, ela passa de mulher forte a mulher fraca que precisa do homem para ser feliz.
E entra Gale.

Gale é por quem eu estava torcendo, veja bem. Gale é forte. Gale sacode Katniss para que ela acorde. Gale, desde o começo, pretende fazer algo contra o Capitol, mesmo que isso custe a pele das suas costas. Gale é o típico herói de filme de ação. Ele obviamente se importa com Katniss, mas quando surge a possibilidade de lutar contra o Capitol, ele se envolve totalmente. Enquanto Katniss fica largada num canto.
Gale faz o que esperava que Katniss fosse fazer.

E aí temos o final da história.
A primeira coisa que eu pensei foi “que porra é essa?”; a segunda foi “ok, tudo que ela fez foi pra nada”.

Depois eu escrevi o post revoltado aqui no blog.
E depois eu fui ler críticas de pessoas que sabem escrever (não as “ai, que final romântico” das blogueiras que acharam lindo que Katniss e Peeta finalmente ficaram juntos) e tinham opiniões bastante interessantes sobre o livro e me fizeram repensar as coisas.

A primeira resenha que eu li foi de uma mulher que se comoveu muito com a idéia de que na guerra ninguém está imune, e a morte de Prim reflete isso. E a apatia de Katniss no final demonstra a falta de esperança com o mundo em que ela vive, e a escolha dela por Peeta demonstra uma necessidade de ficar em paz finalmente – enquanto com Gale ela ficaria revivendo o desejo de vingança. Quando ela fala que ela precisa das flores de Peeta e não do fogo de Gale, ela quer dizer isso: que ela não quer mais brincar. Quando Prim morreu, a vida dela acabou e ela está só… indo. E Peeta é como aquela pomada que a gente passa na queimadura. Dá um alívio imenso em vez de deixar aquilo ardendo. Ela mesma fala que teve filhos porque ele quis: para ela, tanto faz. Tudo tanto faz.

A outra resenha que li foi de um veterano de guerra que disse que Katniss e Haymitch têm reações idênticas às dos veteranos que ele conhece – e os sobreviventes que vão para a arena no livro 2 também: o alcoolismo, o desejo de vingança, a depressão, a apatia, o sentimento de que os que não passaram por isso nunca vão entender a barra por que estão passando. Nessa visão, Katniss não ficou com Gale porque Gale nunca poderia entender o que era a arena. Só Peeta e Haymitch entendem, e por isso ela se casa com um e vive próxima do outro – só os três se entendem.

O final da história foi comemorado como sendo extremamente realista e como sendo uma forma excelente de mostrar às novas gerações o horror da guerra.

Ok. Mas calma. O intuito do livro é mostrar os horrores da guerra para os adolescentes de Crepúsculo? Então tenta novamente, por que muitas garotas que leram acharam o final do livro “romântico”. Onde, minha gente? Ah, tá, é porque ela casa e tem filhos. Isso é viver feliz pra sempre, né. Ou seja. Esse pessoalzinho não entendeu lhufas do que a autora quis dizer (se é que foi isso mesmo que ela quis dizer).

EU acho que o casal que tatuou isso passou por guerras e  lavagem cerebral que nem a Katniss e o Peeta.

Pra mim, quando eu olhei o livro com outros olhos (com a pegada de “oh, guerras são fodas”) realmente a coisa melhorou um pouco: as ações dos personagens ficaram mais bem explicadas e o final fez mais sentido.

O que não significa que eu tenha gostado mais do livro.
Realista, como já disse antes, não significa legal.
Eu realmente detesto finais tristes. E ela ficar com um cara porque ele é “suave” e ela precisa de suavidade para sobreviver ao seu desejo de vingança eterno pela morte de Prim é um final pesado pra cacete e nem um pouco feliz. Ela “fazer as pazes” com o presidente e enfiar uma flecha na outra mulher lá não foi nem um pouco divertido – e, diga-se de passagem, pode deixar mensagens bastante controversas para os descerebrados que são o público alvo da trilogia.
Ela tentar se matar de fome depois disso também não é nada divertido.

Ah, dirão vocês, mas você só quer final feliz?
Num livro vendido como uma distopia de ficção para adolescentes?, pergunto eu.
SIM.

Eu gosto de distopias. Eu gosto de ficção para adolescentes. É isso que o primeiro livro é. Por isso eu gostei. O segundo e terceiro livros estão muito mais para reflexão sobre os horrores da guerra e não era isso que eu queria ler. Se fosse, eu teria ido ler algo que se vendia como tal.
Muitos leitores odiaram o terceiro livro por que 1) Katniss muda de personalidade; 2) ele não tem o mesmo ritmo dos outros.
Entenderam? A autora PERDEU fãs ao mudar o foco da sua história. Ela ganhou fãs ao inserir o triângulo amoroso idiota e desnecessário, e perdeu ao tentar fazer um livro sério para um grupo de leitores que compra o pin do mockingjay e tatua a cara da Katniss no braço.

No fim das contas, eu entendo. Eu entendo o livro, entendo a necessidade da autora, eu entendo as escolhas da Katniss. E no fim das contas eu acho que é uma boa trilogia.

Mas aí entramos em outra discussão. O primeiro livro tinha tudo para ser uma aventura de distopia misturada à ficção científica. O triângulo amoroso dos outros dois livros parece forçado, criado com o intuito de atrair uma determinada faixa etária de público (especificamente os órfãos de Crepúsculo). Mas no fim das contas o que a autora entrega é uma reflexão realista sobre os horrores da guerra, em que a protagonista escolhe assassinar um líder político baseando-se exclusivamente em suas impressões meio alienadas. E aí o que acontece é que os livros não agradam a ninguém. Os que queriam uma continuação cheia de ação do primeiro livro se depararam com um romance melecoso e uma trama política. Os que gostariam de ver os horrores da guerra tiveram de se contentar com uma protagonista adolescente que faz pouco e um triângulo amoroso sem graça. E os que queriam ver um triângulo amoroso ficaram com um final altamente insatisfatório por não mostrar o romance em si – Katniss encontra uma certa paz em Peeta, mas não é um final feliz. É um final baita do infeliz, pois ela parece apática. Quando Peeta pergunta a ela se ela o ama, a resposta é tão apagada que fiquei me perguntando que tipo de amor é esse. E a resposta não é tão difícil. Que tipo de amor pode existir com um casal que passou por tanto? Novamente, é uma solução realista, mas que simplesmente não me agrada.

O livro não vai deixar de vender, até porque muitas pessoas não se importaram com a repetitividade do segundo livro nem com a confusão do terceiro – e muitos simplesmente, como eu, adoraram Jogos Vorazes e querem muito saber sua continuação. Mas as vendas dos dois livros seguintes nem de longe acompanham as vendas do primeiro porque a autora tenta abraçar o mundo com sua trama, e fracassa. Não é um enorme fracasso, entendam. Mas o suficiente para que a graça do primeiro livro fique extremamente diminuída.

Repito. É uma boa trilogia? Sim, se olhada pelo ângulo correto.
Me agradou? Com algumas exceções, não. Mas a discussão que a históra gera vale a pena.

OBS – vejam minhas resenhas dos livros Jogos Vorazes, Em Chamas, A Esperança e dos filmes Jogos Vorazes e A Esperança (e a comparação entre livro e filme de Jogos Vorazes).

16 ideias sobre “Divagação: Mais Considerações Sobre Jogos Vorazes

  1. QUe loucura, eu li sua opinião por auto, até porque ainda não li o livro, e tbm não sei se quero ver logo o filme… bah sei lá,vamos ver.. mas assim que der quero ler a trilogia! =D

  2. Cara, que loucura kkkk.
    Bem, eu vou comentar porque eu não tenho nenhum amigo que é fã de jogos vorazes, e eu preciso de alguém pra falar sobre isso. Então eu vou desabafar aqui.
    Eu concordo com várias coisas que você diz, outras não.
    Em resumo, eu gostei muito da história, da ideia do livro, mas achei que foi mal escrito. Depois que vi uma entrevista com a autora, entendi porque: Ela planejou fazer só o primeiro livro. Depois que ela acabou ela viu que tinha que ter uma continuação. E tinha mesmo, mas ela não pensou muito bem em como fazer.
    Aquela 2° arena com os vencedores me pareceu muito forçada. E, ao envés de aprofundar na vida dos personagens que já existiam, ela inventou outros (como Finnick, Annie e Johana) que nada acrecentam a trama. Ficamos sem conhecer direito Gale, Peeta, Prim, a própria mãe da Katniss (que nem o nome fala), os pais de Peeta, os irmãos dele. Na verdade, Peeta parece sozinho no mundo, porque ele parece sequer importar com a sua família.
    Eu tinha gostado muito de Peeta no inicio do livro, porque eu acho que ele fez a estratégia dele muito bem. Para mim, a autora apresenta Peeta como um “jogador” (no sentido dos reallity Shows), alguém que percebeu a dinâmica dos games antes dos outros e já começa a garantir sua sobrevivência na arena antes dos outros. Então, também tem a parte trágica, porque a paixão platônica dele (quem nunca teve uma na adolescência?) vai com ele pra arena. Assim, depois de ler esse livro eu senti aquele “frio” na barriga e uma vontade louca de ler o próximo.
    Mas ai o segundo, como eu já disse foi mal pensando. Eu até consigo arrumar uma desculpa para aquele teatrinho do Snow acerca dela ter que continuar o romance com Peeta (diga-se de passagem, muito forçado). Mas eu entendi depois, quando a própria Katniss reflete (lá para o meio do livro) que o presidente não estava falando sério, que nenhum romance com Peeta ia aplacar rebelião nenhuma. Ele só queria que ela não causasse mais confusão, distraindo ela. Mas que foi uma coisa desnecessária… bem, foi.
    Eu esperava que o tal massacre fosse mais real, mas assustador, com, por exemplo, uma manipulação no sorteio para levar Prim e Gale pra arena. Ou, sei lá, mas alguma coisa melhor do que aquela repetição de entrevistas, roupas, etc.
    A obsessão dela em manter Peeta vivo é… obsessiva! Mas eu consegui explicar isso pensando que a Katniss deveria acreditar que Snow nunca a deixaria sair da arena, então ela manteria Peeta vivo pra ele ganhar e sair da arena.
    Mas Peeta deixou muito a desejar pra mim no 2° livro. A Autora fez uma mudança na personalidade dele, de modo que ele não é mais o “jogador” da primeira arena. Ele é simplesmente um rapaz apaixonado e chato, digno de um livro de Stephanie Mayer :P. Eu esperava muito mais dele.
    Outra coisa é que a autora não consegue desenvolver o romance muito bem. Quando ela esta só com Gale, parece que está apaixonada por ele, quando ela está só com Peeta, parece que ela está apaixonada por ele. Quando ela está sozinha ela fica com aquele discursinho que nunca poderá casar, ter filhos, e só ama ela mesma e a irmã… e não pensa em ninguém. Aí tem horas que a autora não dá importância nenhuma para o romance, e tem horas que ela dá importância demais, o que acaba criando um triangulo amoroso sem graça. O final do 2° livro me deu esperanças de um 3° eletrizante!

  3. Eu até achei muito inteligente a história do 3° livro, apesar do final triste. Ali a protagonista tem a impressão de estar nos jogos vorazes, só que na vida real, e acho que é isso mesmo que acontece.
    Katniss se torna um simbolo da revolução, ainda que involuntariamente, só que agora, ao envés de ser manipulada pela Capital, ela vai ser manipulada pelos rebeldes.
    Fazendo um paralelo com Harry Potter, é a mesma coisa que o Ministro da Magia queria que Harry fizesse no último livro. Queria que Harry fizesse propaganda para o governo, dizendo para as pessoas se acalmarem, etc. Mas Harry não tem “sangue de barata” como Katniss.
    Eu fico extremamente angustiada pela maneira como a protagonista se deixa manipular, sem nem sequer tentar descobrir o que está acontecendo de verdade no “miolo” da revolução.
    Também fico indignada pela maneira como ela trata Peeta. Como você, eu achei que fica muito claro que ela escolheu Peeta. O pouco de romance que ela tem com Gale nesse 3° livro me passa a impressão de que ela está usando o garoto para satisfazer sua carência afetiva e a falta do outro rapaz.
    Portanto, não consigo entender como ela não faz NADA pra tentar resgatar Peeta da Capital! Uma das exigências dela para ser o Mockinjay devia ser o resgate de Peeta, e não aquela baboseira de dá-lo imunidade (porque me recuso a acreditar também que Coin e companhia realmente acreditaram naquela tolice de traição. É óbvio que Peeta estava sendo torturado :p).
    Também a forma como ela trata ele depois que ele volta resgatado da Capital. Nesse ponto dá pra ver que ela não ama Peeta (como você disse, eles tem só 17 anos), ela tem uma paixonite por ele e, como ele não conseguirá mais satisfazer os anseios de carinho dela, ela vai atrás de Gale para usá-lo.
    Eu gosto quando Katniss (finalmente) toma uma atitude e a ação realmente começa (nos 2 últimos capítulos do livro).
    Eu realmente amei quando ela mata Coin ao envés de Snow, não porque este último não merecesse, mas porque a protagonista percebe que Coin é igual a Snow, e acabaria por ser uma tirana tão cruel quanto ele. Também Snow já estava condenado, morreria pelas mãos dela, ou não. Por fim, também ela percebe (antes tarde que nunca!) que Coin a usou tanto (ou mais) quanto Snow, inclusive matando Prim para deixar acessa a chama da vingança de Katniss, e para ter certeza que ela a apoiaria como Presidente.
    E então temos o final.

  4. Fez todo sentido pra mim ela acabar com Peeta porque eles estavam ligados de uma forma que Gale e ela nunca estariam, por causa da arena. Também ela e Gale não pactuavam mais dos mesmos ideais uma vez que ela queria sossego, enquanto ele tem um fogo revolucionário dentro dele.
    Também a apatia dela no fim é muito triste. Parece que, com Prim, morreram todos os objetivos da vida dela, e ela não tem mais motivos pra ser feliz.. só pra viver, uma vida vazia. Assim, tanto faz tanto fez se Peeta tivesse ido atrás dela ou não. Mas achei sincero o “amor real” dela no fim, ainda que apático. Mas ficou faltando um “tchan” de alegria no final mesmo.
    O que eu não consegui engolir é porque Gale não foi se encontrar com ela mais, sendo que os dois eram tão amigos! Ficou sem sentido pra mim…
    Finalmente, depois de ler tudo eu pensei, essa série vai dar ótimos filmes! E acho que vai dar mesmo, se o roteirista souber mudar alguns pontos cruciais que farão toda diferença na telona. Depois que vi o primeiro filme, continuei a pensar assim, ainda mais porque o filme não é do ponto de vista da Katniss tão somente, e isso ajudou a criar uma tensão de guerra para os próximos filmes, diferente do livro, pois quando você pega o 2° volume para ler, não sabe o que esperar. Também eles tem uma boa estória, os atores do filme são ótimos (pelo menos eu achei a Katniss e o Peeta do filme perfeitos), e, acredito que eles vão colocar o “salzinho” que a série precisa, dando mais importância a revolução e colocando o romance em momentos pontuais. Diferente de Crepúsculo que não tem estória nenhuma pra contar e é só uma babação de ovo melosa do início ao fim.
    Quem sabe até vejamos um final feliz no filme?
    Ufa… foi um desabafo.

  5. Oi, Anne! Obrigada pelo comentário!
    Que bom que o meu blog deixou você à vontade para o seu desabafo… 🙂
    Eu concordo com muito do que você disse, especialmente o fato de que a Katniss e o Peeta ficarem juntos foi bonito. Eu só achei triste, numa pegada meio “apatia após a guerra”, e achei que isso foi anticlimático.
    E só agora que você falou que eu reparei que a mãe da Katniss nem nome tem! Realmente, faltou saber quem é a família da Katniss. A própria Prim só começa a ter personalidade lá pelo fim do terceiro livro, e daí ela já morre!
    E ficou claro mesmo que a autora viajou no segundo e terceiro livros – pra mim essa idéia de que o livro “tinha que ter uma continuação” veio é do bolso, viu.
    Continuo achando o primeiro livro muito bom, e os outros dois piores especialmente pela minha espectativa. Mas vamos ver o que Hollywood consegue fazer…
    Novamente obrigada pela atenção e pelo comentário! Fique à vontade para desabafar quantas vezes quiser. 🙂

  6. Olá!
    Acabei de ler o 3º livro e, assim como a Anne, tô ficando doida porque não tenho com quem conversar sobre eles….
    Achei bem interessante suas críticas, me ajudaram a entender melhor essa sensação que ficou depois que terminei. Concordo que realmente ficaram furos na história, situações muito forçadas, falta de desenvolvimento de alguns personagens…e tem horas que dá vontade de gritar para a Katniss “acorda sua panaca, deixa de ser tonta e faz alguma coisa” (eu realmente fiz isso algumas vezes), mas, mesmo assim gostei e li obstinadamente até terminar.
    Acho que o Gale seria ideal para a Katniss se ela não tivesse ido para os jogos vorazes (mas daí não teria história, não é?), no decorrer dos livros ela e Peeta vivem traumas que somente quem passou por algo parecido poderia entender – acredito sim que situações extremas podem alterar a personalidade da pessoa, ainda mais se essas pessoas já viviam uma vida de miséria e opressão (notem que na história todos os ex-vencedores têm um farafuso à menos).
    Eu, ao contrário da Mulher Atômica, assim que Peeta e Katniss foram para os jogos passei a torcer para que ficassem juntos, sempre gostei mais do Peeta (chegando a ficar com raiva da Katniss por causa dele), mas aí acho que entra muito também do gosto pessoal, ele faz mais o meu tipo: loirinho com jeito de menino, bondoso, bem-humorado, artista, articulado com as palavras, não percebi a sua dissimulação em frente às câmeras de maneira negativa, pra mim isso era mais uma qualidade, pois ele sabia como jogar melhor do que a Katniss e, apesar disso nunca agiu de maneira a ir contra os seus princípios (a não ser quando estava fora de si e tentou matá-la e etc..)concordo plenamente que ele é “PERFEITO” demais, totalmente irreal, não existem pessoas tão, tão, tão…sei lá, mas mesmo assim ele é meu personagem preferido, meu ideal (é que eu sou meio água com açúcar mesmo). Quanto à paixão cega dele pela Katniss acho sim que é provável, por experiência própria, quando eu tinha 18 anos me apaixonei por um cara e foi surreal, tipo obsessão mesmo, com direito a noites sem dormir, dias sem comer e uma falta de senso em relação a como eu o via, pra mim ele parecia perfeito, juro gente, quando não deu certo esse primeiro amor entrei em depressão, pensava em morrer…uma merda mesmo (isso durou pelo menos uns 3 anos). Por isso, consigo me identificar com esse amor “idiota” que ele sente por ela, sempre disponível e aceitando coisas inaceitáveis, como o fato de ela não conseguir decidir-se e ficar beijando outro cara (sei beeemm o que é isso).
    Talvez um dos problemas na criação dos personagens tenha sido: por uma lado a perfeição irreal e forçada do Peeta, por exemplo, e de outro lado a demasiada “humanidade”(?)de outros personagens, como a Katniss ou Haymitch, ambos depressivos e ele um bebum.
    CONTINUA…

  7. CONTINUAÇÃO….
    Creio que não há problemas em personagens com características demasiado “reais” ou “irreais”, afinal personagens são justamente pra isso…, vivem numa dimensão paralela onde tudo é possível, o problema é a forma como isso é feito para que fique crível no contexto da história. Posso estar falando besteira sobre isso mas é que tinha momentos que eu tinha essa sensação de que os personagens forçavam mesmo…mas o problema não era o “forçar” em si, mas o contexto com o resto. Aí é onde acho que entra o brilhantismo do autor, a pegada, a medida certa…
    Se a gente olhar por ângulos diferenciados e tentar colher o melhor de tudo como: as questões políticas, a manipulação tendenciosa dos meios de comunicação, o poder abusivo, a alienação…dá sim pra gente fazer um caldo, parar e refletir um pouco sobre as questões do livro. Apesar das falhas confesso que li de uma vez só e gostei, talvez por eu ter achado o tema dos livros interessante o que me levou a ser “boazinha” para com eles….justificando e complementado os buracos da história na minha cabeça.
    O final é apático mesmo, se eu tivesse essa opção com certeza eu o deixaria mais feliz! Mas chegou a uma altura que eu decidi parar de brigar com a Katniss e simplesmente aceitei que ela não é uma má pessoa, ela tem seus momentos de brilhantismo (tudo muito por acaso e instintivo – ela simplesmente estava lá, acontecia alguma coisa, ela reagia e boomm! Tava feito!), ela é meio limitada intelectualmente (o que me levou a pensar: tá, ela só tem 16/17 anos – vou relevar), ela é instável emocionalmente, o que pra mim é justificável, manda uma menina de 16 anos pra guerra pra ver como ela volta…ainda mais que ela já devia ter um gene com tendência bipolar, lembrem que a mãe dela entrou em estado de choque quando o pai dela morreu, ela cresceu num ambiente desequilibrado, e por mais que de início ela parecia mais forte, pra mim lá no fundo ela já era meio deprê. Acredito no “real” dela no final do 3º livro, do jeito torto dela ela ama o Peeta, apesar de não saber demonstrar e ser totalmente depressiva.
    Tomara mesmo que os roteiristas e diretores dos filmes sejam bons, pois eu amo os atores e estes são muito talentosos, tenho certeza que poderiam dar um tom bem legal para os personagens.
    Obrigada pelo espaço…..é duro ser trintona e ler um livro juvenil, depois não tem com quem conversar..
    BJS

  8. Eu devo ser louca, porque achei a trilogia perfeita, finalmente um livro atual feito para adolescentes que vale a pena (pensei que não viria nada depois de Harry Potter). As pessoas estão ficando muito acomodadas com as estorinhas água com açúcar e acabam não conseguindo apreciar obras que tratam de cenas e conflitos humanos tão profundos e perturbadores. Sobre a Katniss a personalidade e as atitudes dela são resultado do que ela passou, e ela não pretendia fazer nada, nem no primeiro livro, ela odiava o Capitol, mas não pretendia começar uma revolução. Ela foi uma peça, foi usada pelos dois lados e reagiu como acreditou ser melhor. Sobre romantismo acho que é não é o foco e não acho um romantismo piegas, nem o do Peeta ele é maduro e ama ela realmente só isso, e acreditem não é irreal, além disso, como já foi falado o Gale jamais entenderia ela como o Peeta entende. Enfim, finais felizes na minha opinião não precisam ser regra, ela não foi feliz ela apenas sobreviveu.

  9. Tirando o primeiro livro os outros dois só foi confusão! Teve ou não teve o ultimo jogos vorazes? Ganhou na votação, nunca imaginei depois de tudo que Katniss passou nas arenas fosse votar a favor a mais Crianças morrerem, pq não importa q são da Capital eram crianças tbém. O q Katniss fez nos últimos dois livros??? Nada! Gostava do Peeta ou Gale??? É isso ai, nada explicado só um monte de pergunta sem resposta e dois livro sem sal, muito sem graça, mais para um documentário de guerra.

  10. Eu virei fã do filme, e só depois li o livro, detalhe: li toda a trilogia em 5 dias. O primeiro só posso dizer: perfeito, assim como a adaptação do livro para o filme também ficou muito boa, a história é tão incrível que cria expectativas e talvez isso seja o mais decepcionante.
    O segundo livro eu gostei muito, não tanto quanto o primeiro mas achei bom, em como ela foi desenrolado aquela história para algo maior e criando uma duvida entre qual dos dois ela ia escolher. Nós podemos contemplar a vida de Katniss: a vitoriosa e a garota da costura.
    Não foi o melhor dos livros, mas o final é muito bom e cria uma grande expectativa para o terceiro, que me perdoe a palavra: foi brochante. Eu confesso que pulava páginas inteiras de tão tedioso o livro conseguia ser. Achei muito cruel o Peeta ter sido telesequestrado e do nada, sem nenhuma explicação ele fica quase bom, mas ainda doente. Ele em um dia que estrangular o pescoço dela e depois consegue conversar numa boa, e depois volta a amar ela? Como assim? Como isso aconteceu?
    Outras vezes eu tinha que ler uma página mil vezes de tão complicado e esquisito que ficava a trama, extremamente politica. A protagonista passa de heroina para uma egoísta mimada e frigida. Além de tudo, meio periguete, hora ama um, hora outro. Pra mim não ficou nada claro quem ela de fato amava e o final foi super estranho. Quase deu a entender que tanto faz com quem elaficasse, podia ser Peeta, ou podia ser Gale, porque particularmente ela não nutria um grande amor por nenhum dos dois.
    Eu entendo os traumas que ela passou e a forma apática, mas poxa, todo mundo tem que concordar que o triangulo é o que mais chama atenção desde o primeiro livro, logo atrás é claro, dos jogos e toda a situação que o mundo vive, e o que ficou parecendo foi que ela não deu nenhuma importância, tanto que o romance todo do final vai se desenvolver nos 5 últimos parágrafos do LIVRO!
    Fique com aquela sensação de quero mais, que ela explicasse melhor, ou até mesmo um final mais meloso ou animado, já que páginas inteiras foram despediçadas pra falar de guerra, e metade dessa história também tem haver com romance.
    Mas apesar de toda essa decepção, a trilogia sabe prender,tanto que eu deixei de viver por cinco dias só pra ler.
    Acredito que os filmes, se continuarem com a pegada do primeiro, tem em mão uma ótima história ´para aperfeiçoar e dá os toques certos, como fizeram no primeiro, e aqui eu destaco o fato que no filme eles mostram mais os bastidores do jogo e o idealizador principal. A forma como ele morre no final é incrivél no filme. Mas espero que eles mostrem mais o Peeta como ele é no livro, uma garoto super fofo, pois no filme ele parece meio oportunista.

  11. Ainda dá tempo de comentar? haha.
    Me decepcionei muito com a série. O primeiro livro foi ótimo e instigante; em chamas apesar de demorar até que algo interessante aconteça também foi muito bom. Meu preferido na verdade. Aí vem A Esperança. O que foi aquilo? Livro confuso, mal escrito, relapso. Não me oponho ao final, também achei bem realista, com os traumas da Katniss e do Peeta e sempre torci por eles mas o livro foi profundamente chato. Várias vezes me peguei lendo e relendo a mesma página até extrair alguma coisa daquele texto confuso, cenas de guerra mal narradas, um contexto errado e sem sentido… Ou o livro tinha ação demais, ou se derramava num tédio sem fim. 8 ou 80. Algumas vezes parecia que a autora não queria mais escrever aquilo e estava enrolando pra no final embrulhar tudo em 20 páginas. E não fui o único a pensar assim. Já ouvi críticas muito mais pesadas.
    Acredito que se fosse narrado em 3ª pessoa ou explorasse melhor os personagens secundários… Não sei, talvez fosse melhor. Não sou um bom escritor mas algo estava errado naquele livro, algo tão profundo que parece ter derramado o trabalho dos outros dois. E foi desde o final da segunda arena que a personagem começou a desmoronar, que o livro foi junto. Não foi muito prudente narrar o livro com uma personagem que não goza da melhor condição de suas faculdades mentais ¬¬
    Poderia ter sido muito melhor.
    Já os filmes.. JV muito bom e Em Chamas PERFEITO MDS O QUE FOI AQUILO MELHOR FILME APX. -fan girling prq sim-

  12. Pra falar a verdade, eu não concordo muito com o que você disse. Tudo o que acontece com a Katniss é muito compreensível. A mudança de personalidade… Afinal ser jogada naquela arena, para participar daqueles jogos é de bagunçar a cabeça de qualquer pessoa. Ela estar assustada, querer proteger a família dela, as pessoas que ela ama acima de tudo, depois de tudo o que ela passou?! Pra mim isso não é fraqueza. Quanto ao Gale, eu gostaria que ela ficasse com Peeta… Mas também gostava de Gale, mas eu esperava que ele não ficasse com Katniss, e sim com uma outra pessoa mais parecida com ele, com as mesmas vontades, com as mesmas ideias. Ele é forte, decidido e valente. Eu sempre gostei do Peeta e por incrível que pareça eu assisti o filme antes de começar a ler o livro e já gostava muito dele. Ele era meio misterioso, meio engraçado, mas melancólico também e com uma força incrível dentro dele que estava escondida. No final não acho que ela tenha ficado com ele só porque “ele trazia-lhe paz”. Eu sempre enxerguei os dois como um quebra cabeça que se encaixam. Principalmente depois do que passaram juntos. E outra, eles são novos, mas pelas coisas que os dois passaram, forçados a crescer rapidamente, eles são muito mais maduros que muitos adultos.
    Outra coisa que eu não concordei com você (mas isso geralmente eu discordo com muitas pessoas), é de criticar o que é romântico. Você disse que não deu ouvidos as pessoas que falaram que gostaram do final porque foi romântico, como que desprezando só porque enxergaram de uma forma romântica. Mas eu ando reparando ultimamente que as pessoas andam desprezando tudo o que é romântico( todo tipo de romance), falam que é sem sal, sem graça, meloso, brega, clichê, etc,etc. Não sei porque isso, porque uma pessoa que gosta de romance, por mais meloso que seja, não é em nada menos inteligente que outras pessoas. Só tem uma parte mais sensível, o que não é defeito. E também detesto que fiquem tratando os fãs de Crepúsculo como se eles fossem adolescente chatos e brigas que precisam crescer. Pra mim Crepúsculo não fede e nem cheira. São livros normais. Eu li dois deles e assisti o filme, e a autora escreve bem sim, só o filme que achei chato e nem quis ver o resto. Mas qual o defeito de gostar de romance, Crepúsculo ou o que quer que seja?! Isso não faz ninguém pior, só gostos diferentes… Mas a maioria não acha isso. E vejo muita gente se achar melhor porque gosta de tal gênero e livro, e a outra não porque ela gosta de outro. Bom, essa é minha opinião. Desculpa se ficou muito grande. Kkk

    Com todo o respeito. 🙂

  13. Olá! Obrigada pelo comentário.
    Não tenho nada a dizer sobre a primeira parte do seu texto. Apenas temos opiniões diferentes sobre os personagens. 🙂
    Mas quanto ao romance: se você prestar atenção no que eu escrevi, eu não critiquei “o que é romântico”. Eu só achei que o final do livro NÃO FOI ROMÂNTICO, e critiquei as pessoas que acharam isso. Não gosto de romance, fato, mas não acho que sou melhor que as pessoas que gostam. O que me irrita é o povo que vê romance em tudo.
    Só pra esclarecer. 🙂

  14. Comecei a ler a trilogia, logo após assistir ao segundo filme ! Claro eu não iria aguentar até 2015, para saber o final. Contive minha ansiedade e comecei a ler desde o primeiro para ter bastante emoção. Como era feriado, terminei em 4 dias, é sério!! Não conseguia parar e estava de folga.
    Me senti assim como você(S), sem saber com quem conversar e refletir junto comigo sobre o assunto, e procurei na net por pessoas haviam lido a trilogia, sabendo como tudo acaba.
    Encontrei informações antigas entre 2010 e 2011, e pelas datas dos comentários, pensei que eu estava atrasada demais. Caçando mais, encontrei uns mais recentes de final 2012 e 2013, após o primeiro filme ser lançado, e li um monte de coisas tragicômicas de pessoas que não entendiam nada, e principalmente o motivo de Katniss ter matado Coin. Isso me gerou um certa revolta, porque não acreditava que tudo o que eu li tinha sido em vão.
    Para alcançar o público em chamas, recém chegados do cinema e ver se pelo menos alguém me dava atenção escrevi 3 resenhas, digamos “bem humoradas”, sobre o assunto.
    Não escrevi até agora o quão abalada fiquei com a parte TRISTE e TRÁGICA do assunto, pois queria exorcizar o sentimento de compaixão pela depressão de tudo e de todos da história e afastá-la para bem longe de mim.
    Hoje e somente hoje, por acaso achei o seu blog, e gostei muito de tudo o que disse, gostaria de ter te achado antes e que você me achasse agora.
    Nem sei se você vai ler meu comentário, mas …
    Seguem meus links com as resenhas :
    Acesse os links abaixo, aguardo notícias ! Até breve.

    http://detudoaospoucos.blogspot.com.br/2013/11/resenha-trilogia-jogos-vorazes-hunger.html

    http://detudoaospoucos.blogspot.com.br/2013/11/resenha-sobre-o-titulo-no-brasil-de.html

    http://detudoaospoucos.blogspot.com.br/2013/11/distopia-alguem-sabe-como-chegar-la.html

  15. Cara! não me conformo da katniss ter deixado peeta de lado,ele é o principe dos sonhos de qualquer garota…Não gostaria que ela ficasse com peeta só para se sentir melhor por causa da morte da irma,mais sim por amar ele verdadeiramente.Gale na minha opinião é um caso a parte! Não estou dizendo que não gosto dele apenas não é o cara que se encaixe com Katniss.Enfim… Estou com muita raiva da Katniss por ela usar os dois como curadores dos seus sentimentos.Amo voce Peeta merece ser amado por ser quem voce é , e não servir com a cura para Katniss…Bye Bye

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