Livro: Mad Ship

Como já era de se esperar, o segundo volume da série The Liveship Traders é tão inteligente, empolgante e envolvente quanto o primeiro.

Mais personagens aparecem, os antigos personagens passam por experiências que os mudam completamente e o mistério dos liveships começa a ser finalmente desvendado.

Malta, a garota mimada do primeiro livro, aprende o que é de verdade ser uma Bingtown Trader.
Althea, quando descobre que Vivacia está nas mãos de um pirata, terá de se unir a Brashen para conseguir recuperar seu navio, por mais que o homem a deixe confusa.
Keffria, agora que seu marido definitivamente não voltará para casa, passa a tomar mais controle de sua vida.
Reyn, prometido de Malta, está cada vez mais envolvido nas memórias de um – aparentemente – dragão, o que pode destruir sua vida.
E Wintrow, entre o amor que o navio Vivacia sente pelo pirata Kennit e a própria atração que Kennit desperta no garoto, vai cada vez mais se distanciando do garoto-padre que gostaria de ser.

Enquanto isso, o amuleto de madeira mágica que Kennit leva no pulso faz com que o leitor nunca perca de vista o personagem desprezível que o pirata é.

Como diz o nome do livro, um dos personagens principais é um navio louco.
Isso mesmo. A partir do momento em que a autora criou um mundo de navios falantes, ela também criou uma personalidade para cada um dos navios na história – e enquanto Vivacia é sensível e sonhadora e Ophelia é vaidosa e fofoqueira, Paragon, o navio louco do título, é justamente isso: completamente louco. Ele passa os dias encalhado numa praia deserta, sem ninguém por perto, com o rosto desfigurado por violentos golpes de machado e uma personalidade difícil, pra dizer o mínimo.
Althea e Brashen são dois dos únicos que se aproximam de Paragon e conversam com ele, mas é preciso que a misteriosa Amber faça amizade com o navio para que se proponha o impossível: mesmo Paragon tendo afogado todos os seus antigos tripulantes, Althea, Amber e Brashen se propõe a cruzar o oceano para tentar resgatar Vivacia.
Ao mesmo tempo, os politicos da capital Jamailla fazem um complô contra o Satrap (rei de todas as terras) e a cidade de Bingtown pode ser destruída em um piscar de olhos por navios inimigos.
Com tudo isso acontecendo, a família Vestrit terá de usar todas as suas armas e técnicas para não só salvar suas próprias vidas como para salvar o navio, as finanças e a cidade natal da família.

Assim como Paragon, os personagens de Robin Hobb são complexos, humanos, imprevisíveis e interessantes. O ambiente de fantasia ‘piratesca’ cria vida diante de nossos olhos.
Uma continuação primorosa, que não deve nada ao primeiro e deixa o leitor doente para ler o terceiro.

Uma ideia sobre “Livro: Mad Ship

  1. Vagando nessas tantas ruas virtuais, encontrei tua porta de amante das Letras aberta – e entrei. Devo anunciar-me como um desses que diz “Oi, de casa! Trago aqui em minhas mãos a chave para dias melhores: escrevo e vendo livros!”. Assim, venho te convidar para visitar o meu blog e conhecer as sinopses de meus romances, a forma de adquiri-los e, posteriormente, discuti-los. Três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.
    Um grande abraço literário,

    João Bosco Maia

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