Livro: Tamanho 42 Não É Gorda

tamanho-42-capaHeather Wells é uma ex-cantora pop que está na pior. Seu namorado famoso a trocou por uma cantora mais  magra e mais famosa. Sua mãe fugiu com seu dinheiro. Sua gravadora a despediu. Ela trabalha num alojamento estudantil na Faculdade de Nova York, sem dinheiro pra pagar nem um aluguel. E ela está gorda. Quer dizer, ela usa 42, e 42 nem é gorda, então né. Mas aí uma das calouras é encontrada morta no poço do elevador do alojamento, e Heather não gosta da teoria da polícia que diz que a menina caiu por acidente durante uma brincadeira idiota típica de universitários.

Ai gente, só a Meg Cabot pra me fazer voltar aos livros, né. Esse é o máximo: engraçado, inteligente e até tocante em alguns momentos (até porque eu sei bem como é se sentir um fracasso profissional aos vinte e tantos anos), esse é um livro NECESSÁRIO tanto pra quem gosta da autora quanto pra quem curte o gênero ‘chick-lit’.

Esta resenha contém spoilers.

Então a Heather perdeu o emprego de cantora pop porque não queria mais cantar as baboseiras que compunham pra ela e queria tocar as próprias músicas. O dono da gravadora – por acaso pai de Jordan, o ex-dela – disse que ou ela tocava o que ele queria ou ia pro olho da rua, e ela saiu de cabeça erguida. Só pra ouvir do namorado (agora ex) que ela devia pensar melhor antes de fazer uma coisa dessas. Logo depois ela o encontra transando com uma outra cantora.

Cooper, o irmão mais velho de Jordan, solicitamente oferece que ela more no andar de cima do prédio dele sem pagar aluguel em troca de fazer a contabilidade dele – que é investigador particular e quer economizar com o contador. Heather, que não quer sair de Nova York (mesmo estando quebrada, porque sua mãe fugiu com todo o seu dinheiro) e tem uma queda bem séria pelo Cooper, aceita – e vai atrás de fazer faculdade porque saiu da escola no ensino médio pra ser estrela pop.

Talvez ela queira fazer faculdade porque o Cooper só sai com mulheres inteligentíssimas com mestrado e carreira bem sucedida, mas vai saber.

Fato é que ela é a mãezona dos universitários sem noção que moram no conjunto habitacional da faculdade. Ela é só assistente de direção, mas se sente responsável pelos problemas dos alunos e faz o possível pra ser competente – até porque no final dos seis meses de experiência ela pode cursar qualquer matéria de graça na faculdade.

Suas melhores amigas são a esposa de um astro do rock e a chefe da cantina do conjunto habitacional.

Essa é uma das partes mais legais da história: a vida do ‘antes e depois’ da Heather. Quer dizer, às vezes você tem uma protagonista que era pobre e fica rica e tals. Aqui é o contrário. Ela era rica e famosa – mas nunca teve uma experiência normal de relacionamento porque passou a adolescência em turnê, longe de pessoas da idade dela. Daí dá pra entender os dramas que ela faz por causa do Cooper.

Mas de qualquer forma o que é legal no livro é que ele é engraçado. Tudo bem que o mistério das ‘surfistas de elevador’ é bem envolvente (apesar de eu achar o final meio forçado), mas o que faz você virar a página é mesmo a prosa da autora, que mesmo na tradução funciona bem. A única coisa que eu senti falta foi de saber como eram as letras das músicas-chiclete da Heather em inglês; devem ser divertidas.

Excelente pedida. Recomendo muito!

OBS – O livro é de 2005 então tenho uma super teoria da conspiração de que se baseou na vida da minha ídala universal brítinei. Bem que podia, né.

Informações técnicas: Size 12 Is Not Fat (2005) de Meg Cabot. Série Heather Wells Livro 1

 

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