Lendo: The Blade Itself

Texto contém spoilers.
Início da leitura: vish. Faz anos. Vou pôr início de 2012.
Momento do livro: Página 84 de 515
Por que comecei: um dos livros de fantasia mais elogiados da década, com uma trama épica e personagens cheios de nuances.

Esse livro tinha tudo pra me conquistar. O cenário é fantasia medieval-renascentista. A trama é de aventura, sim, mas tem elementos mais complexos do que o normal.

O problema são os personagens.
Não é que eles são rasos e unidimensionais. Muito pelo contrário, são personagens complexos, realistas, cheios de defeitos.
Só que eu acho que não fui feita pra esse tipo de livro.
Um dos personagens é um aleijado que costumava ser o melhor espadachim do reino, mas após ser capturado e torturado de forma horrível, anda curvado, babando, sem os dentes e com dores insuportáveis; é olhado com aversão por quase todos e com pena por alguns poucos.
Ele é uma pessoa amarga e mesquinha, que usa os conhecimentos que ele adquiriu forçadamente ao ser torturado para torturar os inimigos do reino.

Outro personagem é um jovem oficial pouco habilidoso, pouco inteligente, pouco aplicado e pouquíssimo heróico. Como os dois vão se encontrar eu não sei, porque não cheguei nessa parte ainda.
Mas sinceramente tive dificuldade de acompanhar as aventuras de personagens tão desagradáveis. Glokta (o aleijado) e Jezal, o soldado egocêntrico, são por demais mesquinhos e egoístas para que eu goste deles.

Eu entendi que o autor quis colocar personagens de moral defeituosa para depois fazer com que eles conseguissem ultrapassar tais falhas para se tornarem pessoas melhores.
Mas se eles são tão chatos a ponto de eu querer largar o livro, fica complicado acompanhar a história por tempo suficiente para conseguir terminar o livro!

A outra coisa que não ajuda é a lerdeza da trama. Eu entendi que o autor quis localizar os personagens em seus respectivos ambientes nativos. E eu sou fã de Tolkien, que demora anos descrevendo coisas acontecendo.
Mas em termos de trama a coisa não me segurou. Tudo bem que eu li menos de um quinto do livro, mas quando nem a história nem os personagens – e muito menos a ambientação – me seguraram, acabei que larguei o livro pra tentar ler outra coisa.

Pra finalizar meu desabafo, os personagens são depressíveis. Você fica chateado a cada linha que você lê porque os personagens só se ferram – e nem dá pra torcer por eles porque eles são tão chatos! Jezal quer ser o melhor espadachim da cidade, mas não quer treinar nada pra isso. Ele é machista, preguiçoso e rouba dinheiro dos colegas. Glokta é mostrado testando requintes de tortura em pessoas que ele sabe serem inocentes. E o autor descreve as torturas, coisa que eu não curto muito.
A única pessoa que eu me interessei mais em acompanhar se ferrou tanto que nem dá graça: o bárbaro do norte Logen teve sua aldeia completamente destruída, quase foi morto por uns bichos malignos – todo o seu grupo de amigos aventureiros morreu nessa luta – e agora ele está sem equipamento, sem comida e sem água num ermo no pântano sem saber pra onde ir. E isso nem chegou no primeiro quinto do livro.

Eu quero terminar esse livro, quero mesmo. Até pra saber por que é que tanto falam que ele é bom. Por isso até que ele tá na lista de “lendo” em vez de na lista de “abandonei”. Mas a história vai ter que ficar muito boa muito rápido pra valer a pena deixar de ler tooodos os outros livros que tenho na fila.

Uma ideia sobre “Lendo: The Blade Itself

  1. Mulher Atômica, o livro fica melhor a cada página e no Terceiro volume da série, você termina com a certeza que leu uma obra prima. Mas alguns livros não funcionam para todas as pessoas. E se achou ele lento, é melhor fugir de Gormenghast e The Worm of Ouroboros. 🙂

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