Livro: Heart and Soul

No final dessa trilogia surpreendente, vemos agora Nigel, que saiu pelo mundo com a pedra Heart of Light – aquela encontrada pelo grupo no primeiro volume – para evitar que ela seja utilizada para o mal. No entanto, mesmo ele tendo quase certeza de que está fazendo um bom trabalho se escondendo em todos os lugares, ele tem a distinta impressão de que está sendo seguido… por dragões.

Enquanto isso, vemos que Red Jade, filha do imperador-dragão chinês, vê seu mundo desmoronar quando descobre que seu irmão Wen, herdeiro do trono e viciado em ópio, provavelmente será substituído no trono pelo maligno general-dragão.

A terceira esposa de Wen e Red Jade passam a correr contra o tempo para tentar fazer com que Wen se livre do seu vício, mas quando Red Jade descobre que o inglês capturado num ataque possui uma das pedras do poder mágico do mundo, ela percebe que está ali a salvação para o seu povo.

Enquanto o primeiro livro da série pecava pelo excesso de personagens e o segundo é uma obra prima, esse acaba sendo um final meio sem graça.
Tudo acontece e se resolve muito rápido e a tensão romântica é quase inexistente, fazendo com que o leitor se empolgue à menor menção de Peter Farewell… mas a aparição do herói é pouco inspirada e bem sem graça, levando o livro de volta às soluções fáceis e aos personagens rasos.

Um exemplo interessante de resolução ‘fácil’ e pouco convincente: Red Jade fala inglês, porque sua mãe era uma das concumbinas (é assim que escreve?) do imperador-dragão, mas Nigel não fala uma palavra de chinês. Aí um velhinho simpático resolve que o melhor que ele pode fazer pelo casal de desconhecidos cuja única coisa em comum é o desejo pela pedra Heart of Light é dar um cházinho pro Nigel que faz com que ele tenha acesso à uma parte da mente de Red Jade… e consequentemente entenda e fale chinês perfeitamente.
Ou seja.
1. Oi, invadiram meu espaço pessoal? Como assim, esse cara agora lê minha mente? 2. Conveniente maneira de aprender uma das línguas mais complexas do mundo. 3. Agora eles vão se apaixonar e ficar juntos, não vão?

Mas enfim. Como sempre, o principal trunfo do livro é a ambientação, que é a de uma ‘história alternativa’, onde os ingleses dominaram o mundo no século XVIII porque a rainha Vitória possuía uma extraordinária jóia que concentrava o poder mágico nela e em sua linhagem e onde homens-dragões são comuns e onde o melhor meio de transporte é o tapete mágico.
Leitura divertida, mas não chega aos pés do segundo volume.

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