Livro: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Nada contra a tradução da Lia. Sério mesmo. Acho ótimas as opções que ela fez ao traduzir os nomes dos personagens, das coisas do mundo dos bruxos e dos animais fantásticos que a autora inventou. Se for pra criticar, acho que a opção que ela fez em traduzir ‘muggle’ por ‘trouxa’ foi bastante equivocada (já que ‘muggle’ é uma palavra que quase não tem significado em inglês, enquanto ‘trouxa’ é uma palavra não só bastante presente no vocábulário brasileiro como também tem valor pejorativo), mas fora isso, nada contra. Oficialmente.

Porque aí entrou o mercado editorial brasileiro. Além da tradução demorar seis meses a mais pra aparecer – não que eu estivesse tão viciada no Harry nesse ponto – o livro em português custa o dobro do preço. DOBRO.
Aí eu resolvi, com meus parcos conhecimentos de inglês e mais parcos ainda recursos econômicos, ficar com o livro no original mesmo.

E nunca mais consegui ler nada que tivesse um “Almofadinhas” como protagonista quando podia ler “Padfoot” fazendo misérias no “Marauder’s Map” (sim, eu sei. Mapa do Maroto foi uma tradução esperta. Mas simplesmente não consigo.)

Enfim.
Tudo isso pra dizer que, a partir daqui, nunca mais li os livros do Harry em português; já tinha me acostumado com os nomes das pessoas e coisas em inglês, nem tinha dinheiro nem paciência
pra esperar pela versão nacional.

E é o livro que me viciou no Harry. É o livro que eu mais gritei, chorei, dei risada e delirei enquanto lia – faço isso ainda hoje, na cena do Shrinking Shack quando o Snape chega e estraga tudo.
E tem o melhor personagem de todos os livros de todos os tempos. Afinal, Sirius Black mudou nos outros livros e pans… Mas o “style” dele nesse aqui é imbatível.

Harry faz uma enorme besteira nas férias e foge de casa. Encontra o próprio ministro da magia esperando por ele no Beco Diagonal, o que o deixa bastante intrigado: depois do que fizera ele achava que seria expulso de Hogwarts. Em vez disso, o ministro fica aliviado de vê-lo e o coloca para ficar num hotel de bruxos.
Só quando Harry descobre que um perigoso assassino fugiu da prisão para vir atrás dele é que ele entende porque o ministro, o pai do Rony e o Malfoy estavam se comportando de um jeito tão estranho…

Pois bem, Harry chega em Hogwarts para encontrar diversos eventos estranhos: um professor ótimo de Defesa Contra as Artes das Trevas que infelizmente passa mal uma vez por mês; Hermione, que parece conseguir comparecer a todas as aulas do dia – às vezes a duas aulas diferentes no mesmo horário; Hagrid como o novo professor de “Care of Magical Creatures” (e indo bem mal na tarefa); uma professora de Adivinhação que vive “adivinhando” uma morte horrível para Harry… e dementadores, guardas da prisão dos bruxos, Azkaban, que estão atrás de Sirius Black – o prisioneiro que era o imediato de Voldermort e matou doze pessoas numa rua cheia de trouxas antes de ser pego. Nunca ninguém conseguiu fugir de Azkaban, já que os guardas são criaturas horrendas que sugam toda a felicidade das pessoas – e quando isso acaba, sugam a alma das pessoas pela boca. Uma graça.

Tudo estaria sob controle, se não fosse as seguintes adversidades:
Malfoy forja um acidente durante a aula de Hagrid, e um dos amados animais do guarda-caça será executado.
Hermione está uma pilha de nervos e larga a aula de Adivinhação, brigando com a professora.
Harry descobre que Sirius Black não só era amigo dos seus pais como também era seu padrinho.

Com isso tudo acontecendo, e mais o tal Mapa do Maroto (melhor cena!! melhor cena!! Snape sendo obliterado pela verborragia dos Srs. Moony, Wormtail, Padfood and Prongs), e mais o Shrinking Shack, e o Time Turner, e Buckbeak, e todo o resto, faz com que este seja o livro mais movimentado, mais interessante, mais bem bolado e mais LEGAL de todos da série.

Sem dúvida um dos meus favoritos no mundo inteiro. =D

Título Original: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (1999)
De J.K. Rowling (Reino Unido)
Série Harry Potter Livro 3 

3 ideias sobre “Livro: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

  1. Confesso q também nem sempre acho uma sacada assim tão boa a tradução tãaaao ao pé da letra dada aos livros do Harry. Aliás, acho especialmente o nome das casas bem mais legais em inglês.

    Concordo com vc que Sirius é o máximo nesse livros… um dos meus personagens preferidos de toda a saga!

    Bjs

  2. Bem, preciso confessar que tenho, sim, algumas coisas contra a tradução de Mrs. Wyler, embora tenha certeza de que o pobre do Cedric Diggory deve ter bem mais, já que ela deturpou o nome dele (um nome saxônico, bonito em seu exotismo) e o transformou em “Cedrico”, que é absolutamente “ridico”. Espero que nenhum pottermaníaco brasileiro tenha tido a brilhante ideia de batizar o filho com esse nome. Mas, falando agora do livro propriamente dito, O Prisioneiro de Azkaban é o melhor da série para mim também, o de narrativa mais fluente, melhor ritmo, enredo mais envolvente e mais cheio de surpresas. Sendo que a maior delas é justamente Sirius Black! Aliás, é uma curtição à parte descobrir os significados ocultos por trás dos nomes de muitos personagens de Rowling. Sirius é o nome de uma estrela da constelação do Cão Maior, e Black, além de ser um sobrenome relativamente comum nos países de língua inglesa, quer dizer preto. Logo, “Sirius Black” é apenas uma forma ligeiramente camuflada de dizer “cachorro grande e preto”. Genial! Ah, e obrigado por seus comentários no meu blog! 😉

  3. tb é meu livro favorito da serie, de longe 🙂 eu ria, torcia, até CHOREI lendo isso, algo inédito na minha vida naquela época (nossa, isso já tem uns 12 anos)

    ps. cheguei aqui pelo post no blogueiras feministas. vc tem twitter? nao achei no seu perfil.

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