Filme da Semana: Dália Negra

Primeiro que eu nunca tinha ouvido falar do caso da Dália Negra. Segundo que o Josh Hartnett é muito gato. Terceiro que eu até que gostei.

Mesmo a crítica tendo detestado. Só tive que me esforçar um pouco pra acreditar na Hillary Swank como femme fatale, mas suspeito que isso só tenha acontecido por causa do que tinha lido antes (falando que ela estava esdrúxula no papel). Fora o fato de que metade dos nomes que apareciam eu perdia no meio…
O filme é baseado numa história real de um assassinato sem solução. Nos anos quarenta, uma bela jovem vem para Hollywood para se tornar atriz, mas logo depois é assassinada de forma cruel e apelidada de Dália Negra. Dois policiais, Bucky Bleichert e seu parceiro Lee Blanchard, investigam o assassinato. Logo, Bucky descobre que sua namorada pode estar envolvida no caso.

O filme também é cheio de ‘tramas paralelas’, onde Bucky e Lee são forçados a se enfrentar numa luta de boxe, para o bem do salário dos policiais, e Bucky descobre mais um monte de coisas sobre a assassinada, relacionando-a à uma ricaça bonitona (a tal femme fatale de Hillary Swank) e à uma rede de prostituição e homossexualismo, mais um cara louco e uma família rica totalmente desequilibrada.

Na verdade o que salva o filme é o Josh. A voz dele é simplesmente perfeita pra narrativa em off, o que é essencial pra um filme noir.
E fora o final forçadíssimo, que me lembrou Do Inferno, com o Johnny Depp (como assim ninguém se salva naquela droga de família? Não faz o menor sentido…).
Mas o visual noir é fascinante e muito bem filmado (as roupas das mulheres ainda não eram tão legais – e nem mudaram tanto assim, vai) mas os homens ficam TÃO LINDOS com aqueles chapéus!! E aquelas calças com os suspensórios… Tá, eu tou falando isso mas estou pensando no Josh Hartnett, que convenhamos fica bonito em qualquer roupa.

Mas que aqueles chapéus eram tudo de bom, isso eram.
E não é justo comparar esse filme a L.A. Confidential. Esse é mais noir que o outro, se é que dá pra falar isso de filmes como esses, mas tudo no L.A. fica melhor, mais convincente e empolgante. Não vou tentar comparar Russell Crowe ao Josh Hartnett, são muito diferentes, mas Lynn/Veronica Lake da Kim Basinger dá de dez em todas as mocinhas do Dahlia… juntas.

Enfim, aí eu tava lendo a crítica do NYTIMES e engraçado como é oposta à brasileira, não porque fala bem do filme (não fala), mas por dizer que a única coisa que segura o filme é a atuação de Hillary Swank. Eles também falam da falta de personalidade do Josh e da Scarlett, coisa de que eu discordo totalmente. Mas é sempre legal ver outras opiniões. Fiquei curiosa pra ler o livro, mas lembro de ter começado a ler LACONFIDENTIAL e não ter conseguido por que era chato e difícil de empolgar com uma linguagem confusa e situações idem.

Mas reparei que o personagem Lee tem um quê de Ellroy nele, quando se descobre que ele teve uma irmã assassinada sem que o caso fosse resolvido. Mas de qualquer forma concordo com a crítica do NYTIMES nisso de falar que os personagens principais não demonstram nada de Mr. Fire e Mr. Ice… eu não vi nada de mais a ponto deles merecerem os apelidos, e depois de ouvir falar do livro fico com a impressão de que podia ter sido tão melhor, if you know what I mean.

Nome Original: The Black Dahlia (2006)
de Brian de Palma
com: Josh Hartnett, Scarlett Johansson, Aaron Eckhart, Hillary Swank

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *