Filme: Espelho, Espelho Meu

Aí eu assisti Branca de Neve e o Caçador e gostei, né, então pensei por que não assistir esse também?
A parte ruim é que eu acabei comparando os dois; a parte boa é que esse filme tem seus momentos e por isso deu pra aguentar.

A história é a de uma rainha má que está deixando o reino sem dinheiro com seus bailes suntuosos e com seus impostos abusivos. O povo não se revolta por causa da BESTA, que é um monstro maligno que mata todo mundo na floresta, e não vem até a cidade teoricamente por causa da proteção da rainha.

A Branca de Neve é a filha do antigo rei, que foi morto pela besta, e agora ela vive sendo maltratada pela madrasta, que acha ela uma garota muito da chata.

Aí várias coisas acontecem ao mesmo tempo. A Branca de Neve resolve sair por aí pelo reino pra ver como andam as coisas, um príncipe bonitão vem até o reino pra ver como andam as coisas, e ambos são vítimas da rainha: a Branca de Neve é proibida de sair do palácio e depois mandada para a floresta para ser morta, já que o espelho mágico da rainha disse que a Branca de Neve daqui a pouco vira a mais bela do mundo.
E o príncipe, que chega logo depois da Branca de Neve ter sido “morta” é vítima da rainha porque ela quer um marido jovem e rico para conseguir pagar as dívidas do reino.

Nisso, a Branca de Neve encontra com os sete (SETE dessa vez) anões, que são todos atores anões, que coisa não, e eles são muito engraçados e se vestem de gigantes para bancar os salteadores da floresta.
Ela os conquista com seu charme e fica morando lá, mas logo a rainha e o príncipe poderão por tudo a perder!

Enfim. É um filme infantil, e pra isso presta. Nada é muito ameaçador ou sério, os anões são ótimo e a Branca de Neve pelo menos tem presença. A coisa toda dela ser treinada para usar espadas fez mais sentido – afinal, como colocar uma garota que viveu a vida inteira trancada num castelo para lutar com homens que passaram anos treinando? Enfim.

A rainha má é uma Julia Roberts que está se divertindo loucamente, mas o figurino boboca infantil tira bastante do charme da rainha – a Branca de Neve jovial e talz pelo menos colocam o espectador no lugar certo de achar quem afinal é a mais bela.

Temos até uma aparição do Sean Bean pra animar as coisas, e a história da maçã quase que como um anexo. Mas as coisas não estavam indo tão mal assim, até o final.

Eu não vou dar spoiler se eu falar que o final envolve um número musical que não faz o menor sentido e tem o efeito contrário do final do Batman: enquanto no Batman o final é tão bom que te dá a impressão de que o filme foi foda, nesse Espelho, Espelho Meu o final é tão nonsense que dá a impressão que o filme é ruim.

Mas não é não, viu. Só é bobo. Se você for com esse espírito, os anões salvam o filme e dá pra se divertir bastante.

Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror) – 2012
de Tarsem Singh
com Julia Roberts, Lily Collins, Nathan Lane, Sean Bean

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