Livro: Death of a Dude

Dude: substantivo. Pessoa criada em cidade grande; Oeste dos EUA – alguém do leste dos Estados Unidos que passa as férias em um rancho. fonte: dictionary.reference.com
Harvey Greve, o capataz da fazenda de Lily Rowan em Montana está preso, acusado de ter assassinado Philip Brodell, um dude que passava férias na região. Lily e Archie têm certeza de que Harvey não é culpado, mas todas as tentativas que fazem para descobrir a verdade são frustradas pelo desdém que os nativos sentem por Archie por ele ser um dude. As pessoas os tratam bem, afinal, Lily tem um rancho de gado. Mas mesmo ela não passa de uma dudine, e ninguém confia neles nem para responder uma pergunta simples como ‘o que você estava fazendo ontem às 17h’.
Lily até tenta contratar um advogado local, mas nem ele acredita que Harvey seja inocente. Afinal, Brodell havia engravidado a filha de Harvey no verão anterior e saído fora total. A maior parte das pessoas do local acreditava que Harvey não só havia atirado em Brodell como também tinha feito a coisa certa.
Enquanto isso, Nero Wolfe, o grande detetive, chefe de Archie, se cansa da ausência do seu subordinado e faz o inacreditável: atravessa o país de Nova York até Montana (“a montanha veio até Maomé”, diz Lily).
Será que o gordo detetive conseguirá ser bem sucedido onde Archie fracassou tão miseravelmente?
Eu gosto dos livros em que o Wolfe sai da toca e é obrigado a fazer coisas que ele detesta (como comer a comida dos outros ou apertar a mão de estranhos), e gosto mais ainda quando Lily está na parada. Claro que ela é rica, mas não foi isso que segurou o bonitão Archie (ela é o caso mais longo que ele já teve): ela é corajosa, independente e esperta. Até Wolfe admite a parte do esperta.

Achei engraçado como o conceito de dude pode ser substituído, aqui, pelo de paulista. Eu, pelo menos, já fui ‘insultada’ de paulista quando estava passando uns tempos no interior. Concordo, paulista, quando vai pro interior, fica com umas manias prepotentes e convencidas que são muito chatas. E vira ‘xingamento’, pra eles, lá. Que nem dude pros rancheiros que passam a vida inteira criando gado e sei lá mais o que, pra vir um ricaço do leste, comprar terra boa e ficar usando pra passar férias.

2 ideias sobre “Livro: Death of a Dude

  1. Gostei muito do seu jeito de escrever, me interecei por esse livro… gosto de livros do genero…
    Da uma passadinha lá no meu blog…
    tambem falo sobre livros

    marcinhoweolivros.blogspot.com

  2. Também já fui chamada de paulista de maneira pejorativa! Vc acha que paulista chega prepotente? Ahhhh não acho….acho paulista TDB:)

    Passa lá no blog, tem promoção valendo um livro e uma camiseta! Presitgia e dá uma força?
    Bj e obrigada

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *