Livro: Dark Lord of Derkholm

As excursões de peregrinos do Sr. Chesney estão acabando com o mundo.
As guerras obrigatórias estão destruindo as colheitas e diminuindo a população; os magos não aguentam mais fazer magia; os dragões estão fracos de tanto voar por aí cuspindo fogo só pra turista ver; os anões entraram em greve.
E principalmente, os grandes senhores feudais estão de saco cheio de serem escolhidos como o Dark Lord do ano, já que ser Dark Lord implica vários deveres, incluindo o de transformar sua casa em um castelo sombrio, pintar vários criados de zumbis e morrer mortes gloriosas o número de vezes equivalente ao número de grupos de peregrinos que atravessam o portal para terem uma “vivência fantástica medieval autêntica”.

Em um mundo mágico alternativo, as excursões de peregrinos do Sr. Chesney saem uma vez por ano do nosso mundo, na expectativa de vivenciar todas as belezas do mundo fantástico: o malvado Lorde Negro, a Feiticeira Sedutora, ataques de vilões alados e sábios magos guias.
Porém o mundo fantástico real é bastante diferente disso.
Mas o Sr. Chesney é apoiado por um demônio muito poderoso, então o mundo inteiro precisa criar uma enorme encenação apenas para os turistas, e isso está devastando o mundo fantástico.

Os campos estão sendo devastados, os dragões e os elfos não conseguem se reproduzir, e se não cooperarem, o demônio do Sr. Chesney virá atrás deles.
Então a reitora da universidade, a maga Querida, sugere que eles consultem os oráculos, que dizem que, para que a destruição dos tours acabe, o (aparentemente incompetente) mago Derk deve ser nomeado o Lorde Negro da temporada, e seu filho mais velho, Blade, deve ser nomeado o mago guia do último tour a sair do nosso mundo.
Derk e Blade ficam horrorizados, mas Querida insiste fortemente, e então os dois passam a enegrecer a casa deles para que se pareça com uma fortaleza de um Lorde Negro.

A partir daí, começam as confusões, já que o Sr. Chesney exige que o Lorde Negro use um demônio e Derk é um inútil em chamar demônios; um dragão acorda de um sono profundo achando que Derk realmente é o Lorde Negro e fica bastante irritado quando descobre que é tudo atuação (ele consegue queimar Derk quase até a morte antes que consigam explicar tudo a ele); alguém está contrabandeando magia do mundo fantástico para o nosso; quando Derk fica de cama por causa das queimaduras, os filhos de Derk tentam ajudar no que podem, o que inclui arrastar o suposto exército do Lorde Negro de um lado pro outro pra assustar os turistas (o que fica mais difícil por que todos os soldados são na verdade criminosos do nosso mundo drogados que o Sr. Chesney prometeu ao governo britânico suprimir). As crianças também descobrem que o Sr. Chesney está usando os tours para se livrar de cidadãos indesejáveis do nosso mundo – as famílias dos participantes pagam extra para que eles sofram mortes acidentais.

Fantasia da melhor qualidade como só Diana Wynne Jones consegue fazer, o livro tem seus momentos de seriedade mesmo tendo um clima de comédia. A idéia original, os personagens interessantes e a história movimentada contribuem para que este seja um livro imperdível para aqueles que curtem o gênero.

Título Original: Dark Lord of Derkholm (1998)
De Diana Wynne Jones (Reino Unido)
Tem uma continuação chamada Year of the Griffin

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