Cinco Livros com Dragões

Dragões não só são um dos elementos mais legais que existem na literatura fantasiosa como também são praticamente “inestragáveis”: mesmo que o livro seja chato, é semi-impossível estragar a presença do dragão nele. Dragões existem no folclore, na mitologia e na literatura desde sempre, mas na literatura fantasiosa atual são tantos exemplos que não caberiam em um só post.
Eu, que como sabem sou viciada em literatura fantasiosa, sou daquelas que compro um livro só porque tem um dragão no nome, na capa ou na sinopse. Isso me rendeu bons momentos e outros não tão brilhantes. Mas de todos eles, quais são os dragões mais legais?

Vejamos.

Smaug – O Hobbit, de J.R.R. Tolkien
O que são dragões: Inicialmente enormes lagartos que soltavam fogo criados por Melkor, os dragões evoluíram através dos séculos na Terra Média e se tornaram animais alados que soltam fogo, têm adoração pelo ouro, são inteligentes e malignos.
Personalidade: Smaug é um dos últimos dragões na Terra Média. Ele atacou o reino dos anões na Montanha Solitária para ficar com todo o ouro. Ele é sarcástico, inteligente e bastante convencido.
Por quê tão legal: Ele sabe que há um ladrão por ali, e consegue cheirá-lo. Porém, como não consegue vê-lo, decide conversar. As conversas que ele tem com Bilbo são uma das melhor partes do livro.

Yevaud – O Mago de Terramar, de Ursula K. Le Guin
O que são dragões: dragões são seres alados feitos de magia. No início dos tempos, eles vieram do mesmo lugar que os humanos, mas escolheram destinos diferentes. Eles não são bons ou maus – são, na verdade, pouco interessados nos afazeres dos humanos. Eles não podem mentir, já que falam na língua ancestram, porém sabem enganar os humanos muito bem.
Personalidade: Yevaud é um dragão que veio até as mil ilhas para conseguir comida e riquezas. O mago Gavião resolve arriscar tudo o que tem – que é bem pouco – num ato de desespero para tentar impedir o dragão de destruir as ilhas. Yevaud está bem certo do seu lugar, acha graça num maguinho insignificante que vem tirá-lo dali e, quando confrontado com a arma de Gavião, não hesita em fazer uma tentadora contra-proposta.
Por quê tão legal: até então, o livro é mais tranquilo. A busca da sombra ainda não começou de fato, e ainda não conhecemos o tamanho e diversidade do mundo que a autora criou. Encontrar um dragão é uma excelente forma de nos apresentar à melhor parte de Terramar.

Mnementh – Dragonflight, de Anne McAffrey
O que são dragões: animais nativos do planeta de Pern, são utilizados como arma contra uma praga que vem do espaço. Eles são lagartos alados que têm poderes telepáticos e de teletransporte, e que, ao mastigarem um certo tipo de pedra, criam reações químicas e soltam fogo.
Personalidade: Mnementh é o dragão do chefe dos *dragonriders*, e comunica-se telepaticamente com ele. Nos momentos em que a narrativa segue o ponto de vista do cavaleiro de Mnementh, temos uma boa idéia da personalidade lacônica e sarcástica de Mnementh, já que ele não faz nada para ajudar seu cavaleiro a entender a sua companheira, rainha dos cavaleiros.
Por quê tão legal: a personalidade um pouco animalesca dos dragões nesse universo é muito interessante. Eles não falam, mas se comunicam perfeitamente com os humanos que os cavalgam, e possuem trejeitos extremamente felinos. Por ser uma apaixonada por gatos, imediatamente passei a gostar desses dragões. A rainha dragão também é legal, mas ela faz o gênero “fêmea mimada”, enquanto Mnementh parece conformado com a superioridade feminina ao mesmo tempo em que leva tudo com bom humor.

Kazul
– Enchanted Forest Chronicles, de Patricia C. Wrede
O que são dragões: os tradicionais alados que soltam fogo, raptam princesas e são atacados por valentes cavaleiros, os dragões dessa simpática série têm algumas particularidades interessantes. Eles raptam princesas para serem suas criadas, já que dragões não sabem cozinhar porém adoram comer comida de humanos. Eles também têm um Rei, que pode tanto ser um macho quanto uma fêmea – Rainhas são decorativas e entediantes, Reis têm todo o poder e são eleitos pelos outros dragões.
Personalidade: Kazul é uma fêmea que não engole desaforo, não está nem aí de quebrar tradições e além disso tem muito bom senso. Ela tem pouca paciência com machos chatonildos e mau humorados e adora a oportunidade de ter uma princesa que não faz questão de fugir nem ser resgatada por cavaleiro nenhum.
Por quê tão legal: Kazul é uma mulher, Kazul tem uma princesa que não quer ser resgatada, Kazul é o Rei dos Dragões. Não dá pra ficar mais legal do que isso.

Peter Farewell – Heart of Fire, de Sarah A. Hoyt
O que são dragões: seres alados e inteligentes que soltam fogo. Mas Peter Farewell é também um were-dragon, ou homem-dragão. Ele alterna entre a forma humana e a forma alada quando quiser.
Personalidade: Peter é um perfeito lorde inglês com o toque rebelde de quem passou pelo mundo inteiro e sabe o mal que o império britânico – mesmo que mágico – causa nas colônias. Ele é sarcástico, inteligente, gostoso e um dragão nas horas vagas.
Por quê tão legal: ele é um lorde inglês que vira dragão. E quando ele vira humano de novo, cadê as roupas? Pois é.

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