Cinco Livros com Piratas!

Um gênero que fez muito sucesso na época dos seriados capa-e-espada, os livros de piratas entraram em declínio na segunda metade do século XX e voltaram à moda – moderadamente – após o grande sucesso de Piratas do Caribe no cinema.

Mesmo assim, sempre foi um gênero de que gostei muito e não me canso de procurar outros livros que contenham os queridos clichês de mapas do tesouro, navios fantasmas, ilhas perdidas e piratas sedutores.

Aqui vai meu TOP 5 Piratas!

O Clássico – A Ilha do Tesouro

Quase tudo o que se relaciona a piratas hoje em dia foi criado por R.L. Stevenson neste livro clássico de aventura em alto mar: o X que marca o lugar onde o tesouro foi enterrado, a bandeira com a caveira pintada, as músicas de Yo-ho-ho e uma garrafa de rum, piratas com perna de pau, tapa olho e papagaios no ombro… tudo isso foi inventado por ele para o livro.
Como se isso não bastasse, o livro é cheio de aventura de tirar o fôlego, o enredo é de não conseguir largar o livro e – o melhor de tudo- Long John Silver é um dos melhores vilões de todos os tempos.
Stevenson é um mestre da literatura inglesa de aventura, e seus livros são todos muito bons. Mas, em A Ilha do Tesouro, ele não apenas escreveu um livro: ele criou um mito. Ou você acha que Piratas do Caribe estaria aí, em seu quarto filme, se não fosse por esse livro?

O Moderno – Latitudes Piratas

Tudo o que há em A Ilha do Tesouro existe, de certa forma, nesse Latitudes Piratas. Nesse livro de Michael Crichton publicado póstumamente, fica claro que o autor estava escrevendo para se divertir. Os personagens são pouco complexos, apesar de em muitos momentos serem surpreendentes, a trama não deixa a desejar mas também não é muito elaborada: um grupo de piratas, liderado pelo aventureiro Capitão Hunter, precisa chegar até a fortificada ilha de Matanceros para roubar um tesouro espanhol. Apesar de ter sido escrito fora da era de ouro da literatura de piratas, o livro é muito empolgante e retrata muito bem o sentimento de aventura das grandes histórias de piratas.

O Romântico – O Capitão Blood

As moças de hoje em dia não sabem, mas antes dos vampiros serem os desejáveis bad-boys da moda, os piratas ocupavam esse posto. Afinal, eles eram foras-da-lei, eram maus, eram violentos. E – de acordo com a literatura romântica do início do século passado – também eram homens honrados, sedutores e incompreendidos.
O maior desses foi o inimitável Capitão Blood, vivido com maestria pelo gatérrimo Errol Flynn no cinema, um médico inglês vendido como escravo durante a guerra civil de 1600 e alguma coisa que vira um pirata para se vingar do rei.
Enquanto ele labuta debaixo do sol escaldante das Índias Ocidentais, ele acaba se apaixonando pela filha do seu dono, a jovial Arabella Bishop; quando ele conseque escapar da ilha e vira um pirata famoso, não resiste chamar seu navio de Arabella.
Uma história com romance, aventura e um personagem principal de fazer mocinhas suspirarem até hoje, Capitão Blood ainda é meu livro de piratas favorito.

Declínio da Pirataria – Mestre dos Mares

Mestre dos Mares não é exatamente sobre piratas, já que se passa um pouco depois, na época das guerras Napoleônicas. Mas as batalhas navais, a luta pelo tesouro e o dia-a-dia de um navio estão maestralmente descritos nessa série de vinte livros de Patrick O’Brian. Os personagens principais, Jack Aubrey, capitão da marinha britânica, e Stephen Maturin, médico e espião, são descritos de forma muito realista e detalhada, formando uma dupla de personagens que dá gosto ver evoluir durante os livros.

Fantasia – Liveship Traders

Nunca achei que fosse possível um livro de piratas misturado com fantasia, mas nessa trilogia Robin Hobb conseguiu isso de forma surpreendente. Os Liveship Traders, que dominam a cidade costeira de Bingtown, são famílias de mercadores navais que possuem navios que tem vida própria. Althea Vestrit é a moça que vê sua heraça jogada fora quando seu cunhado assume o comando de Vivacia, o navio da família, e deixa Althea, desgraçada, em terra. Enquanto isso, Kennit, um legítimo pirata, terrível e sedutor ao mesmo tempo, decide que terá Vivacia para ele a qualquer custo.
O destino da humanidade acaba ligando-se ao destino da família Vestrit, Kennit e do navio Vivacia, nesse livro que conseguiu unir a clássica fantasia às clássicas histórias de piratas de forma extremamente convincente. E viva os dragões piratas!

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