Adaptação: One For The Money

O Livro – O primeiro volume da série de Stephanie Plum, uma mulher de trinta e poucos anos que decide virar caçadora de recompensas para pagar suas contas.
No seu primeiro grande trabalho, ela tem que ir atrás de Joe Morelli, um policial que matou um cara e agora está sumido. Só que Joe não só é um conhecido de infância de Stephanie como também é o cafa que tirou a virgindade dela quando estavam no colégio.
O livro tem personagens memoráveis, cenas engraçadíssimas e um mistério decente que segura o leitor até o final.

O Filme – anos após o lançamento do livro, finalmente conseguiram inventar uma adaptação, que é uma comédia romântica bobinha com cenas divertidas e boa química entre o par principal – Joe e Steph. A presença da maravilhosa Debbie Reynolds como a avó de Stephanie é um atrativo à parte.

Filme x Livro – Me recuso a comentar sobre o nome brasileiro desse filme.
Então tenho que falar que o problema principal da adaptação é que ela transformou um livro de comédia/suspense num filme de comédia romântica.
Isso, pra mim, tirou metade da graça da coisa toda – apesar de que teve gente que reclamou que o filme “focou demais” na história de suspense e de menos no romance entre Steph e Morelli.

A graça toda da Steph é que ela não fica com o Morelli, e nem com o Ranger. Ela fica entre os dois, mas não se submete a nenhum e demora muito até ela começar a namorar e passar a ter uma vida que revolve minimamente em torno de um homem. Eu gosto disso nela, não que ela é independente – já que ela precise do Ranger e do Morelli o tempo todo – mas que ela não desiste, mesmo sabendo que não sabe atirar nem ser discreta nem interrogar suspeitos.
Ela não é muito boa no que ela faz, mas até parece que isso vai mudar a vida dela!

Isso o filme pegou bem – a Katherine Heigl ficou muito boa de Stephanie.
Outro defeito – menor – foi a Debbie Reynolds como a avó de Steph. A Vovó Mazur é desbocada, tarada, louca e muito, mas muito engraçada. Debbie é toda classuda, e isso tirou um pouco da graça da personagem. Ela é foda, sim, mas não se mete em metade das confusões que a Vovó Mazur do livro. E eu não desisto, sempre vou imaginar a mãe e a avó da Stephanie iguais à mãe e a avó da Fran Fine, em The Nanny. Elas são vulgares, interessadas em que a Steph case a qualquer custo e loucas e engraçadas na mesma medida que a Sra. Plum e Vovó Mazur.

Para quem gosta de comédias românticas medianas, ok, você até que se diverte.
Para quem queria uma adaptação do livro as coisas ficam um pouco menos empolgantes, mas o filme não deixa de ter seus méritos.
Vejam por sua conta e risco…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *