Adaptação: Krabat

O Livro:

Krabat – Ottfried Preussler – 1971

Eu já falei por aqui que esse é um dos meus livros favoritos no mundo inteiro.
É uma fantasia sombria, que fala da passagem para a vida adulta e da descoberta do amor.
Krabat é um garoto de rua, na Prússia do século XIX, que no desespero de ter o que comer no inverno acaba aceitando trabalhar no Moinho das Águas Negras como servente.
Outros garotos trabalham com ele ali, todos servindo ao Mestre, um assustador homem de tapa olho que pode ser legal num momento e terrível no outro.
Krabat então descobre que o Moinho é na verdade uma escola de magia negra, e sem hesitar, porque fazer magia negra é tão legal, ele aceita ser um dos aprendizes de magia do Mestre.
E em pouco tempo se arrepende amargamente.

Gente, o livro é o máximo. Só lendo pra descobrir, porque qualquer coisa que eu fale pra deixar ele mais maneiro vai encher esse texto de spoilers.

O Filme:

Prisioneiros da Magia, 2008 (de Marco Kreuzpaintner, com David Kross, Daniel Brühl, Christian Redl)

Coerentemente, um filme alemão adaptado de uma obra prima da literatura alemã, esse filme infelizmente recebeu um título ridículo em português – Prisioneiros da Magia já é ruim o suficiente, mas claro que quiseram adicionar o lamentável “Discípulos do Lado Negro” como subtítulo. Tenso.

Mas é um filme bem interessante: Krabat começa a trabalhar no moinho, fica amigo de Tonda, maestralmente interpretado pelo pop Daniel Brühl, se apaixona e agora precisa arranjar um jeito de fugir do moinho e do tirânico mestre.

As imagens do filme são todas descoloridas, quase em preto e branco, às vezes sépia, e ficamos com a distinta impressão de que estamos num mundo cinzento, sombrio e sem esperança.

Uma fantasia discreta, com produção modesta, atores competentes e uma trama envolvente, esse filme vale a pena ser visto. O problema é achar o DVD de um filme alemão de pouca projeção no Brasil…

Livro x Filme
Os roteiristas do filme foram brilhantes. Os principais acontecimentos e temas do livro foram mantidos, e as partes difíceis de adaptar, como os sonhos de Krabat, receberam uma alternativa muito eficiente.
Brühl faz um Tonda ainda mais dramático do que no livro, o novato David Kross faz um trabalho primoroso como Krabat, e o roteiro não tem medo de ser pouco tradicional: uma das melhores adaptações livro>filme que já tive o prazer de assistir. Vale a pena.

3 ideias sobre “Adaptação: Krabat

  1. Eu não cheguei a ver o filme, mas tenho que confirmar que o livro é o máximo. Minha irmã mais nova leu, e daí insistiu que eu lesse. Eu amei – o melhor livro classificado como “juvenil” em que já pus as mãos. Recomendo fortemente.

  2. Ah, esse livro é tudo de bom. Quando eu descobri que havia um filme baseado no livro eu comecei a procurar em todos os lugares, e não encontrei! Mas também, com um desses nunca que eu achar!

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