Adaptação: Assassinato na Casa do Pastor

O segundo episódio da série da Miss Marple tropeça não na história principal, mas nos detalhes.

A trama segue na casa do pastor, um Mr. Clemens de meia idade e bastante tranquilo, onde relógio é mantido adiantado para ele não se atrasar. E quando o coronel Potheroe, um chato de galocha, é assassinado no estúdio do pastor, as coisas ficam mais complicadas para a polícia por causa dos horários.

Um casal de amantes é o principal suspeito (Anne, a jovem esposa de Potheroe e seu amante, o artista), mas quando ambos confessam o crime de forma bastante amadora, Miss Marple é obrigada a entrar em cena para dizer que Anne não estava com arma nenhuma quando entrou no estúdio.

Aí começa a desnecessariedade. Todos os personagens parecem ter passados exdrúxulos, inclusive o próprio Potheroe, e a motivação de todo mundo é mudada um pouco por nenhuma razão aparente. No entanto, o episódio tem  atuações impecáveis, uma Geraldine McEwan muito da fofa e um roteiro que não deixa furos, e consegue captar a história do livro mesmo com toda a confusão dos horários.

Eu nem vou falar muito do blá blá do passado de Miss Marple. Gente, qual a necessidade disso? Além de não ter nada a ver, ainda coloca a personagem no local bastante incômodo de amante de um homem casado – na época da primeira guerra. Difícil, pra dizer o mínimo.

E enquanto no livro a resolução do crime é bem mais para a financeira, aqui houve uma insistência no romance que não me convenceu.

Mas, em geral, foi uma boa adaptação de um dos meus livros favoritos que eu recomendo pra qualquer amante da Agatha Christie que curta uma boa Miss Marple.

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