Abandonei: This Lullaby

Esse livro me irritou tanto que eu quis jogar longe.

Comecei a ler porque gostei muito do outro livro dessa autora, Lock and Key, já que me identifiquei com a protagonista.
Dessa vez aconteceu algo semelhante mas no mau sentido.

Remy tem 18 anos e sua mãe está se preparando para se casar pela quinta vez. Ela nunca conheceu o pai, que era cantor e gravou uma música pra ela, chamada This Lullaby (“essa canção de ninar”) e depois morreu.
Ela tem um irmão que namora uma chata e uma turma de amigas que ela adora, mas que não vê a hora de sentir saudades delas de verdade quando se mudar pra longe na faculdade.

Por causa dos inúmeros casamentos da mãe, Remy decidiu que não acredita no amor. E sai dando pra todo mundo e namorando qualquer um porque não vale a pena se envolver com ninguém. Além disso, ela enche a cara, fuma maconha e briga com todo mundo numa constância bastante alarmante.

E aí ela conhece o amor e deve mudar todos os seus conceitos e viver feliz pra sempre, sei lá, não cheguei a ler até essa parte.
O fato é o seguinte. O garoto que resolve ser o mudador-de-vida dela é UM CHATO. E ela é UMA IDIOTA perto dele. Cada vez que ele aparecia eu surtava de raiva pura. Primeiro que ele se acha. Segundo que ele é um super-legal. Terceiro que ele não tem noção alguma de espaço pessoal. E quarto que ele decide que ela quer ficar com ele mesmo ela dizendo NÃO várias vezes. Até que, de tanto ele insistir, ela cede, e aí eu parei de ler. Porque ela é uma idiota.

Gente, isso é errado. É errado colocar num livro pra adolescentes que TUDO BEM o cara insistir pra ficar com você e ficar te seguindo e entra no seu carro sem pedir e te levar pra lugares estranhos que você não conhece porque quando rolar o beijo vai ser perfeito. É errado dizer que TUDO BEM a menina pagar de difícil e depois ceder e sentir os joelhos moles.

Não = NÃO. Não encosta em mim se eu não te conheço, não me segue na balada se eu falei que estou acompanhada, NÃO ENTRA NO MEU CARRO SE EU FALEI QUE NÃO VOU TE DAR CARONA.
Sabe? Na vida real esse cara tava MORTO na minha mão.
Mas Remy, que, segundo a autora é uma heroína “forte e decidida”, deixa o cara fazer tudo isso, e mais, e ainda dá um beijo na frente daquele lugar estranho pra onde ele levou ela sem ela querer, e o beijo foi tudo de bom e mais um pouco.

ERRADO.

Pode até ser que a autora quis dar a entender que a Remy estava num período de vida difícil, e não queria “deixar ninguém entrar” na vida dela e ele teve que pular essa barreira que ela criou. Mas as cenas eram tão irritantes, ele era tão folgado e ela tão apática – e depois, nas cenas em que ela não estava com ele, ela virava, aí sim, tão forte e decidida, que pareceu mesmo que a Remy sofria de personalidades múltiplas.

Enquanto em Lock and Key a protagonista passa por momentos complicados na vida dela e isso faz ela surtar, nesse livro NADA acontece, Remy surta por coisa nenhuma e logo depois está se esfregando no chatão. Os personagens não fazem sentido, não agem de forma coerente com a história e, além de tudo, são um exemplo do que NÃO FAZER quando se tem 18 anos.

Se a autora queria dar lição de moral, não conseguiu e ainda me fez perder meu tempo.
Saco.

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