Livro: A Rainha do Castelo de Ar

Depois do final tenso do livro anterior, Lisbeth Salander está no hospital em estado crítico.
Além disso, ela está presa pela tentativa de assassinar seu pai, o russo Zalachenko, duas vezes.

Fora dali, seus amigos tentam fazer o que podem para construir uma defesa para ela no julgamento que se aproxima – onde ela vai ser acusada de bem mais coisas do que seu relacionamento agradável com o pai.

O livro se divide entre os esforços do jornalista Blomkvist para ajudar sua amiga e tudo o que isso desencadeia, a nova vida de Erika Berger como editora de um grande jornal, e a solitária Lisbeth tentando decidir como se defender do que é para ser o último ataque dos seus inimigos.

Os novos personagens se dividem entre policiais e políticos que finalmente começam a perceber que há algo errado no caso Salander e pessoas que se aproxima de Berger em sua nova carreira.

Mas então. Eu gostei do livro, de verdade. Mas achei meio clichê demais. A cena do julgamento de Lisbeth poderia bem estar num filme hollywoodiano. Tudo bem que isso não é uma coisa que realmente me incomoda.
Se for pra falar do que me incomoda, SPOILER, vou falar do completo absurdo que é tudo o que acontece com Lisbeth por causa de um desertor russo que não teve importância nenhuma para o governo sueco. Que exagero.

Outra coisa que não colou, mas aí é por causa do meu background de brasileira, é um cara poder ser arruinado por ter seu nome ligado a uma empresa que talvez use trabalho escravo na Tailândia. Gente, isso é muito surreal.

Daí, no livro anterior, tava todo mundo contra a Lisbeth, que ela era lésbica, satanista, ninfomaníaca, psicopata e tudo mais. Daí nesse todo mundo resolve corrigir seus erros e reconhecer que estava errado? Hollywood demais.

E não nos esqueçamos da Lisbeth-eu-odeio-o-mundo e o Mikael-eu-como-todo-mundo e o relacionamento bizarro deles.

Eu achei que o autor se esforçou tanto para fazer personagens complexos que terminou com gente ou que não faz o menor sentido (a Lisbeth propondo coisas para a sua advogada. Oi?) ou que vai perigosamente para o terreno do personagem de cinema, que faz exatamente o esperado e nada mais.

Mesmo assim, é um livro de que gostei muito. O enredo é bastante movimentado, a ação é na medida certa e por mais que os personagens ao final estejam fazendo o que você espera, eles são bastante “gostáveis” e o sentimento que sobrou em mim foi de contentamento.

Com exceção do primeiro livro da série, então, que é meio lerdo, posso falar com tranquilidade que a trilogia Millenium é bastante boa.

 

2 ideias sobre “Livro: A Rainha do Castelo de Ar

  1. Que saudade, Rê!

    Então, eu gostei muito da trilogia millenium, mas concordo com isso de ser tudo bem previsível e o povo parece perdoar ela muito rápido mesmo, isso não ia acontecer! hahah

    E outra coisa que me deixou curioso, no começo do segundo livro, lembra que a Salander mata um cara na praia? Eu sempre achei que aquilo fosse voltar em alguma parte da história… de repente ia ser o gancho pra algum dos outros livros que seriam escritos…

    Um beijão!

  2. Ela matou no segundo livro, mas tinha todo o lance do tornado lá né.
    Daí ficou bom, e no fundo a trilogia estava centrada na problemática mulheres abusadas…

    Dando um pitaco no papo rsrs
    abç e

    suas resenhas são ótimas 😉

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