Livro: A Estilha de Cristal

É fato que este foi o primeiro livro do autor. E que a série que acabou se originando dele teve um sucesso muito maior do que o previsto. E que depois desse livro o autor se tornou um dos melhores da sua geração e estilo.

Mas não há como negar que esse livro é bem mais ou menos…

Os clichês dos livros de fantasia vão se empilhando, e, apesar de em muitos livros os clichês funcionarem, esse é um dos casos em que a falta de originalidade acaba atrapalhando, pelo menos pra mim. Drizzt Do’Urden, no entanto, compensa muitas das falhas na narrativa.

A história se passa num conjunto de aldeias isoladas no topo do mundo, onde vivem apenas os desesperados e os que não tem mais para onde ir. Um mago pouco competente é traído por seus colegas, e para sobreviver nas montanhas geladas e inóspitas se alia a um artefato antigo e maligno.

Para salvar todos os habitantes das aldeias forma-se um grupo de amigos que não têm nada em comum a não ser o desejo de que alguém os aceite no mundo.
Drizzt Do’Urden é um elfo negro, um drow, que é julgado por onde vai por sua cor. Afinal, todos os drow são malignos, e Drizzt, por ser uma exceção, é obrigado a fugir de sua terra natal nas profundezas do mundo. Ele luta com duas cimitarras mágicas e tem uma pantera basante incomum de estimação.
Bruenor BattleHammer é o líder do grupo de anões que habita as montanhas que envolvem o Vale do Vento Gélido. Ele é rude e mal humorado, mas tem um coração de ouro.
Régis, o halfling, é um amante da boa comida e da boa bebida, que se refugiou neste local inóspito principalmente pelos ’empréstimos’ que fez em cidades maiores. Tipo aquele rubi enorme que ele ‘pegou emprestado’ de um rei. Saca?
Além disso temos Wulfgar, um jovem guerreiro bárbaro, e Catti-Brie, uma moça humana adotada por Bruenor.

O grupo terá de unir de alguma forma os governantes briguentos das Dez Aldeias do vale para que eles se protejam tanto dos ataques dos bárbaros das tribos de Wulfgar quanto dos orcs e trolls do mago.
No fim das contas cada um dos amigos contribui de alguma forma para ganhar o dia – Wulfgar controla os bárbaros e vira seu líder, Drizzt derrota o demônio responsável pela estilha de cristal maligna que dominava o mago mau, Regis se comporta como um perfeito ladino, convencendo pessoas e às vezes até mesmo usando algumas habilidades de abrir fechaduras, e Bruenor é rabugento porém com coração de ouro – aparentemente como todos os anões – durante o livro inteiro.

Eu não cheguei a ler o segundo livro da série – onde os aventureiros partem atrás do antigo palácio perdido dos anões (Moria, alguém?) – nem o terceiro. Então só posso dizer que achei esse livro um pouco sem graça. Talvez porque a idéia de ‘quatro aventureiros vão atrás de resolver um problema’ zeja tão rpgística (o que é a idéia principal do livro, já que a ambientação da história é em um cenário de RPG) que achei tudo familiar demais. Outra possibilidade é a ‘síndrome Matrix’: tanta gente copiou que quando re-vemos achamos muito igual, e inclusive menos interessante.

De qualquer forma, se você gosta de RPG (jura? tou precisando de jogadores!) ou de fantasia (sim, é mais provável) vale a pena dar uma olhada. Principalmente se está começando a conhecer o gênero, porque esse é um exemplar bem típico.

2 ideias sobre “Livro: A Estilha de Cristal

  1. Matrix surgiu depois do livro, então se algém é “copião” é o autor de matrix… he he he… Outra questão, eu tenho comigo, SEMPRE, que posso falar mal só do que eu conheço… Então, particularmente, acho muito feio você falar mal do livro sem ter lido todos…

    PS. Anonimo pq to com preguiça de me cadastrar em uma conta só p comentar…

  2. Nossa, e você me falando que “só posso falar mal do que eu conheço”… Com seu comentário você deixou bem óbvio que nunca nem chegou perto desse livro.

    Mas não resisto, então vou desenhar.
    Com “síndrome de Matrix” eu quis dizer o seguinte: Matrix foi feito ANTES de todos os filmes que copiaram elementos dele. Mas quem viu os filmes antes e Matrix depois, pode pensar que Matrix é que é a cópia.
    Com esse livro acontece a mesma coisa: o livro veio ANTES de vários outros que o copiaram, mas eu li depois. Então pode ser que eu tenha gostado MENOS por causa disso.
    Esse livro não tem NADA a ver com o filme Matrix, como você saberia se tivesse lido o livro.

    E outra coisa. Eu li esse livro. Eu falei mal desse livro. Eu conheço esse livro. Então posso falar mal dele, de acordo com suas próprias regras. Sequer mencionei minha opinião sobre a série, até porque… não li!

    Deu pra entender ou quer que eu coloque um gráfico?
    Da próxima vez, tenta ler melhor o que eu escrevi antes de ficar falando groselha. Eu particularmente acho muito feio você falar mal da minha resenha sem ter lido com atenção.

    PS: o blog é meu e eu falo do livro que eu quiser. 😀 E você é um pentelho, mas deixou meu dia mais interessante. Volte sempre!

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