Livro: A Esperança

Esperado terceiro volume da bem sucedida série “Jogos Vorazes”, que acompanha a história dramática de Katniss, uma adolescente que se vê foco das atenções de ambos os lados em uma terrível guerra civil nos Estados Unidos em um futuro distópico.

Leia também sobre:

Jogos Vorazes, o primeiro livro da série.

Em Chamas, o segundo livro da série.

Os filmes Jogos Vorazes e Em Chamas.

E ainda Mais Considerações Sobre Jogos Vorazes.

*contém spoilers!*

Ao fim de Em Chamas, o segundo livro da série dos Jogos Vorazes, Katniss está toda ferrada num hospital no distrito 13 e descobre que seu lar foi destruído pelo maligno ditator de Capitol.

Mas antes de começar a explicar como ela lida com isso eu preciso falar da minha opinião sobre os outros livros da série.
Jogos Vorazes é uma pequena obra prima – uma delícia de se ler, com a dose certa de ação, suspense e sociedades distópicas.
Em Chamas é uma chatice que não sabe por onde ir, com enredo repetitivo e uma Katniss cada vez mais irritante.

Pois bem.
Nesse livro ela chutou o balde.
Que mina mais chata!

Primeiro, durante a primeira participação dela nos Jogos Vorazes, ela se envolve com Peeta para poder sobreviver. Isso me agradou porque mostrou uma parte mais complexa da personagem, que mesmo sem ser sedutora ou bonitona consegue descobrir como usar sua feminilidade a seu favor.
As dúvidas que ela sente por Peeta deixam as coisas mais interessantes, já que nem o leitor nem ela têm certeza de das intenções dele.

Depois, durante o segundo livro, um pequeno romance surge com Gale, o colega de infância de Katniss, mas que a autora não deixa durar nem dois parágrafos. Katniss só tem olhos para Peeta, mesmo que Gale ainda mexa com ela emocionalmente. Quando os dois vão para a arena novamente, mais uma vez vemos Katniss tentando dar uma de durona e Peeta sobrevivendo por pura sorte, só que a choradeira não pára por aí. A menina não consegue se decidir se o que sente por ele é verdadeiro ou não e blá blá blá, mas na hora do vamo vê ela não resiste e dorme abraçada com ele todas as noites. Peeta, por sua vez, é o apaixonado mais “fofo” desse universo, sempre fazendo discursos sobre como ele vai protegê-la eternamente etc.

E aí ele é capturado no final do segundo livro e eu achei que finalmente íamos ver alguma coisa mais divertida.

Mas não.

Se tinha choradeira no livro dois, esse o supera mil vezes.

Katniss acha que a destruição do Distrito Doze foi tudo culpa sua. Que a captura de Peeta foi tudo culpa sua. Que a rebelião é tudo culpa sua.
Ela só não chega a pensar que a morte do pai é culpa sua porque também ia forçar a barra, já que ela tinha onze anos na época.
Mas a coisa vai ficando mais chata quando todos do Distrito 13 querem que ela seja a imagem e a voz da revolução e ela fica hesitando. Primeiro porque é tudo culpa sua e se ela concordar com isso mais coisa vai ser culpa sua.

Depois que o maravilhoso Peeta está sofrendo nas mãos de Capitol (e é tudo culpa sua). Daí ela fica zanzando pelos corredores subterrâneos do Distrito 13, tomando drogas contra a dor e contra alucinações ou sei lá mais o que (porque ela sofreu muito na última arena) e depois quer que as pessoas levem ela a sério.

Gente, detesto isso. OU a protagonista é durona e aguenta o que vem, mesmo que com algumas dúvidas e auto questionamentos, OU ela chora o dia inteiro porque é tudo culpa dela.
Os dois não dá pra ter, e eu acabei odiando ela antes mesmo do terceiro capítulo, quando ela resolve, por fim, participar da revolução (alguém aí achava que ia ser diferente?).

A partir daí é uma palhaçada sem fim. Primeiro eles tentam transformar Katniss numa estrela de TV, fingindo que está na guerra e gritando para a câmera que os rebeldes têm a força. Depois eles resolvem levar ela para o campo de batalha para ter emoções reais, mas sempre sem ela se envolver. Lógico que ela desobedece ordens, se envolve na batalha, e se ferra logo depois de falar coisas sinceras para a câmera.
E o livro alterna cenas em que ela sai para a vida, se ferra e acorda no hospital sem saber direito o que aconteceu.

O resto da história é uma revolução ridícula, que não se explica por que não foi feita direito há 80 anos, com o Distrito 13 mostrando pouca melhoria às táticas de Capitol, com Katniss fazendo mais choradeira porque é tudo culpa dela e com uma explicação perfeitamente ridícula de porque ela finalmente escolheu entre Peeta e Gale.

E aí voltamos para o problema da ambientação. Que eu saiba, o Capitol precisa muito de carvão. E de energia nuclear. E de tudo o que cada distrito fornece para a cidade. Então me explica porque é uma idéia inteligente explodir um distrito inteiro, matando todo mundo e deixando a produção de carvão paralizada por algumas décadas? Ou você vai me dizer que eles iam realocar os frescalhões do Capitol para minerar carvão no distrito 12 destruído?
Please.

Apesar do ritmo envolvente e da sensação de que algo melhor vai acontecer, o final do livro é anti-climático e estúpido e toda a ação que leva até ele não é muito melhor.
Uma pena. O primeiro livro prometia tanto…

4 ideias sobre “Livro: A Esperança

  1. Você tem todo o direito de não gostar de jogos vorazes, mas humilhar a Katniss porque ela gosta do Peeta, ai não.
    E ela tem todo o direito do mundo de achar que a culpa é dela! O pres.Snw jogou isso na cara dela e tudo!
    Mas falae que m final do Peeta com a Katniss é estupido,horrorozo e tudo o mais, ai não.
    A una estupida aqui é você, e por não aceitar criticas deste tipo não vai nem publicar o meu comentario. :/ Odeio esse tipinho de gente…

  2. tava demorando pra aparecer “esse tipinho de gente” por aqui…

    querido(a) Anônimo(a): eu tenho todo o direito não só de não gostar de jogos vorazes (o que não é o caso, se vocÊ tivesse lido MESMO o meu blog, teria visto que eu gostei bastante do primeiro livro) como também tenho todo o direito de não ter gostado dos dois outros livros. E você tem todo o direito de não entender uma palavra do que eu escrevi (eu humilhei a Katniss? Como, se ela não existe?) e vir aqui dar chilique.

    Não preciso apagar seu comentário por “não aceitar críticas desse tipo”. Se você tivesse ao menos colocado seu nome, aí sim eu poderia me dar ao trabalho de te responder à altura. Afinal, eu chamar o livro de estúpido é bem diferente de você me chamar de estúpida por ter essa opinião.

    Mas enfim. Esperar que “esse tipinho de gente” entenda esse tipo de coisa é pedir demais, eu imagino.
    Muito obrigada pelo seu comentário! Deixou o post bem mais divertido.

    Ah! E outra coisa. Não gostou? Não lê o blog, ué.

  3. Ai ai, gente que faz comentário anônimo e grosseiro em blog para compensar a frustração da vida real: BORING!!!

  4. como sou GrammarNazi, desconsiderei esse hater…

    fala sério, nem deu dificuldade pra responder pra esse cara…

    congratulo quando aparecer um hater de verdade, pq isso aí nem gente pode ser considerado…

    e achei o comentário dele “horrorozo”!!

    pormaid rybateld

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